• Elizandra Trindade

Edu Pascoski vai administrar Itanhangá nos próximos quatro anos





Os munícipes de Itanhangá elegeram no dia 2 de outubro Edu Pascoski para exercer de 2017/2020 o cargo de administrador público, na certeza de novas transformações, conquistas e mudanças sociais benéficas a maioria da população que necessita diariamente do poder público na área da saúde, educação, saneamento básico, habitação, infraestrutura, agricultura familiar e demais serviços sociais que são direitos dos cidadãos que pagam inúmeros tributos a União, Estado e Município na expectativa de que seus representantes políticos cumpram com seus deveres e façam boas decisões.


O próximo gestor, que também já faz parte da equipe de transição com o intuito de averiguar a situação financeira da administração, afirmou começar o mandato com mínimo possível de secretários, procurando evitar gastos demasiados sem possuir conhecimento da receita municipal.


“Devido às orientações que recebemos do Tribunal de Contas e da Confederação Nacional dos Municípios em eventos ocorridos na Capital e em Brasília, a primeira medida necessária e fundamental é diagnosticar a real situação, então nós temos que com essa direção procurar obter conhecimento de como está à condição do município. Por isso, não posso começar a investir muito no começo, pois existe o risco de logo precisar mandar secretario embora. Vou começar diagnosticando, analisar como está o equilíbrio das finanças de Itanhangá, para posteriormente saber encaixar as pessoas que tem perfil onde nós vamos necessitar, e com isso vamos fazer com que o plano de governo apresentado durante a campanha eleitoral comece a partir de 2017 a se concretizar aos poucos. Temos uma grande parceria com o prefeito atual e não apresentamos dificuldade nenhuma na transição, estamos tranquilos quanto a isso, mas precisamos de fato entender toda a sistemática e cuidar também, por conta dos alertas do Tribunal de Contas e da CNM com relação a uma queda de receita no ano de 2017 maior do que foi em 2016”.


No início de sua gestão, o prefeito disse que vai manter em funcionamento cinco secretarias, até obter entendimento da situação administrativa e definir as pessoas com perfil adequado para ocupar o cargo.


“Inicialmente vamos trabalhar com secretaria de educação que é responsabilidade da Suzane Bess, já foi anunciada e está trabalhando, com a Renata no campo da saúde, estava nesta área e foi indicada pela categoria e o vice Emerson vai atuar na secretaria de finanças e administração. Então, esse é o plano inicial, lógico na secretaria de obras vamos escolher e dar atribuição a um coordenador, na agricultura também teremos uma pessoa responsável dentro daqueles concursados que estão lotados na secretaria de agricultura e na ação social iremos avaliar quem vai coordenar”.


Certamente é importante o vice-prefeito Emerson atuar na administração pública ocupando o cargo de secretário, pois é essencial haver cooperação e colaboração entre prefeito e vice-prefeito para que o município avance e supere obstáculos que futuramente podem vir a surgir. Contudo, infelizmente constata-se em alguns municípios da região que no decorrer das administrações acaba ocorrendo desavenças entre ambos os gestores que firmaram parceria de manter-se unidos, buscando o melhor para o município. Com relação a isso o prefeito Edu Laudi Pascoski afirmou que:


“Tenho nenhuma dificuldade em trabalhar com o vice-prefeito ou com qualquer pessoa, é uma questão de competência naquilo que você vai fazer. E, o vice-prefeito Emerson tem o perfil de gestor, administrador, então nem vejo dificuldades. Mantenho bom relacionamento com ele, e nós temos um bom relacionamento com os servidores. No começo de 2017, somos servidores temporários junto com uma equipe de servidores que têm cargos vitalícios na gestão, então nós vamos trabalhar com muito equilíbrio, sem nenhuma dificuldade, iremos conseguir suprir qualquer diferença”.


Como ainda existem quatro obras de administrações anteriores pendentes, que não foram possíveis serem regularizadas na gestão do atual prefeito, caberá ao futuro administrador resolver estas antigas questões que tem perpassado de um prefeito a outro. Infelizmente, isto tem causado transtornos para o desenvolvimento do município que neste ano acabou perdendo inúmeros projetos e verbas. Edu Pascoski afirmou que vai procurar solução para estes antigos problemas, pois sabe que novos podem acabar surgindo no caminhar de sua administração e quer evitar gerar novas complicações.


“Vou analisar essas pendências, buscar um diálogo junto com a Fundação Nacional da Saúde (FUNASA), com órgão que for para encontrar soluções a estes problemas. Caso não haja, vamos adotar medidas cabíveis dentro do que a lei determina para que nós possamos realizar nossa gestão. Penso que os problemas são uma herança necessária a assumir, e é essencial ter inteligência de administrar isso, vamos buscar junto aos órgãos competentes auxílio para acabar com os problemas, porque vão surgindo e precisamos resolver uns para não acumular, então é uma sequência. A gestão do João Vieira foi de resolver problemas, solucionou muitos, tenho conhecimento disso, tirou o município de 107 SERASA (Centralização de Serviço dos Bancos) que tinha, então também iremos encontrar soluções dentro daquilo que for possível”.


O escolhido para os quatro anos seguintes esclareceu sobre parcerias e diálogos mantidos com representantes políticos da esfera estadual e federal que posteriormente podem resultar em destinação de emendas e obras para Itanhangá.


“Tenho alguns compromissos, diálogos dentro do governo federal com o ministro Blairro Maggi e Neri Geller, secretário nacional de políticas agrícolas. Falei das dificuldades de Itanhangá, entendem os problemas e acredito que tenham condições de buscar recursos para fomentarmos melhor a agricultura familiar, avançar nas questões do agronegócio dos pequenos, médios e grandes produtores, porque é o que gera a economia do município, do estado de Mato Grosso e faz parte do Produto Interno Bruto nacional (PIB). Precisamos compreender a importância do agronegócio, mas sem descuidar das questões ambientais. Tenho o senador Wellington Fagundes trabalhando muito firme nas questões das estradas e hidrovias, tenho conversado com o senador sobre esse assunto, nós vamos buscar concluir a federalização da 242 e interligar ela até Brasnorte para fazermos um desenvolvimento regional, uma paralela a 163 que já foi federalizada. Esperamos concluir a federalização até Campo Novo dos Parecis para que nós possamos escoar, é um caminho e abre novos horizontes não só pra Itanhangá, mas para essa região que está começando a produzir muitos grãos. Temos o deputado Ezequiel Fonseca, trabalhando muito na questão da regularização fundiária que é a nossa principal bandeira do plano de governo, o deputado tem nos ajudado muito na questão da regularização fundiária. Outro deputado espetacular, Adilton Sachetti, que faz parte da nossa coligação juntamente com Fabio Garcia, então estamos bem apoiados com a bancada, mantemos também bom relacionamento com o Nilson Leitão, então acredito que no governo federal temos bastante parcerias, exceto o senador Cidinho Santos, pois tenho com ele uma amizade, solicitei para ele olhar com bons olhos e nos ajudar, pois temos que fazer bons projetos para trazer recursos, e os projetos tem custos, e como conseguiremos sendo Itanhangá um município extremamente pobre e carente? Então nós temos que usar alguns mecanismos, não sei se através da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), de parceiros, ou de profissionais liberais dentro da cidade que querem o desenvolvimento, nos ajudar dando suporte para que consigamos apresentar projetos viáveis e bons para o desenvolvimento de Itanhangá”.


Com relação ao fortalecimento da agricultura familiar e implantação de bons projetos para geração de emprego e renda, o gestor frisou da necessidade de primeiramente enfrentar empecilhos, os quais têm mantido investidores longe da cidade.


“Existe uma dificuldade muito grande porque primeiro para viabilizar investimentos que agreguem precisamos ter energia, e atualmente não conseguimos funcionar direito nem os armazéns que fazem a classificação, a secagem dos produtos oriundos do milho e da soja produzidos em grande quantidade. Além disso, para apresentar dentro da agricultura familiar um pequeno laticínio primeiro precisa energia, temos investidores com vontade de investir, algumas coisas estão sinalizando positivo, tenho conversado muito com o prefeito Iraldo Ebertz, eleito de Tapurah, atualmente é funcionário aposentado da Sadia, hoje BRF (Brasil Foods), trabalhou por 35 anos e têm uma ligação muito próxima com a diretoria do Conselho de Administração. Há um projeto de ampliação da Brasil Foods no Mato Grosso, na unidade de Lucas do Rio Verde, vai acontecer mais de um bilhão de investimentos nesse local e desses um bilhão, quinhentos milhões é para a região de Tapurah, e nós queremos fazer com que expanda o raio e nós possamos abrir uma outra cadeia, para o pequeno sitiante produzir algum lucro de aves e ter um ganho extra. Mas, é preciso antes de tudo um trabalho, estudo de viabilidade, acreditamos ser possível, precisamos ir atrás primeiro da questão de regularização fundiária, segundo de energia e ai buscar oferecer a esses investidores essa opção”.


O futuro prefeito disse que vai dar continuidade aos trabalhos iniciados pelo atual administrador de regularização fundiária, atualmente existem 1.300 títulos prontos para serem entregues no perímetro urbano e a necessidade de legitimar lotes rurais.


“Vou criar mecanismos para acelerar ainda mais essa titulação. Se você usar alguns mecanismos que estão aparados por lei você consegue acelerar ainda mais, dando oportunidade aos munícipes de terem o título de suas propriedades, isso é um trabalho que vou avaliar, principalmente com o jurídico para que possamos fazer dentro da lei algumas outras alternativas de viabilizar. Vamos trabalhar na ampliação dessa área do perímetro urbano, na MT-338 e também vamos buscar junto ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) uma maneira de resolvermos também esses loteamentos que foram entregues, um sítio rural transformado em loteamento, vou procurar o Instituto para encontrar uma solução imediata porque nós precisamos dar também segurança a essas pessoas que receberam as casas. Com a regularização realizada, podemos criar um mecanismo de arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), são receitas para o município que atualmente nem estão entrando nos cofres públicos, e com a habitação, surge urgência da iluminação pública, água, realização da coleta de lixo, então, tem um monte de atribuições que o município acaba assumindo de uma área que nem está regularizada ou amparada para ser considerada como perímetro urbano. Conversaremos urgentemente com o INCRA para resolver essa situação. Na zona rural temos um problema hoje que é a PF (Polícia Federal), está com todos os processos físicos do P.A Itanhangá, são 1.149 lotes, estão todos na mão da Polícia Federal e precisamos fazer com que devolvam para o INCRA, assim podemos iniciar o que não está judicializado, começar um processo de regularização. Levamos essa preocupação recentemente até o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, ao Superintendente João Bosquo, por conta dos fatos ocorridos que faz gerar uma insegurança social, a Polícia Federal ainda não concluiu os inquéritos, acredito que a questão de investigação fundiária não pode ser resolvida por eles, pois ainda estão conhecendo a situação. O que está judicializado vamos deixar a Polícia Federal fazer o serviço dela e nós queremos que devolva os outros que não são judicializados porque está gerando uma insegurança geral e abrindo espaço para falsos líderes utilizarem pessoas que precisam e são trabalhadores rurais para invadirem, e isso nós não podemos aceitar, eu não aceito e nem concordo que trabalhadores invadam áreas de assentados, pois estão aqui há 20 anos aguardando o documento. Agora, aquilo que está judicializando, a Polícia Federal quis e o Ministério Público que determine, o juiz que de a ordem, busque solução com o INCRA e faça o que tem que ser feito dentro de um processo legal. Mas, devido à demora nos avanços dessas questões está gerando um caos social, estão invadindo lotes, como invadiram no sábado retrasado e isso gera uma insegurança, não posso nem vou aceitar como gestor no município, trabalharei fortemente, estou indo na Polícia Federal levar a minha preocupação e que eles busquem solução nesses processos físicos para que o Instituto possa de fato concluir aquilo que está correto e titular, entregar o documento para cada um produzir”.


No final, o gestor reafirmou que no começo de sua administração vai procurar conter a verba pública para evitar futuros transtornos, mas, que até o final de seu mandato terá realizado uma gestão diferenciada, deixando bons frutos aos munícipes de Itanhangá.


“Vou começar devagar, precisamos enfrentar os desafios, queremos que o município avance, se desenvolva a cada dia e faremos tudo dentro da lei, dentro daquilo que nós temos condições financeiras. Vamos buscar incansavelmente e insistentemente resolver os problemas para que a população possa descansar com tranquilidade, porque é isso que desejam e esperam, e, como gestor tenho que ter o equilíbrio para que isso aconteça de fato”.


Por: Elizandra Trindade

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