• Elizandra Trindade

Prefeita de Juara realiza Coletiva de Imprensa para esclarecer população


A prefeita Luciane Bezerra convocou todos os trabalhadores de comunicação local para buscar esclarecer a população sobre empecilho averiguado durante processo de transição e que vai afetar todos os servidores públicos. De acordo com a gestora por causa de algumas ações priorizadas pelo ex-prefeito Edson Piovesan, atualmente a situação financeira da prefeitura não possui condições de pagar o salário dos funcionários públicos do mês de dezembro, tendo que ser parcelado. Agora, devido está situação, logo nos primeiros dias de mandato a atual prefeita está sentindo uma insatisfação popular.


Durante os primeiros dias do mês de janeiro a prefeitura de Juara esteve com as portas fechadas realizando trabalho interno para diagnosticar a situação financeira deixada pelo administrador Edson Piovesan. A prefeita Luciane comentou sobre o trabalho realizado neste período.


“Nesses quinze dias a prefeitura esteve fechada, realizando somente trabalho interno, procurando saber da situação financeira, a estrutura do município, e dentro disso fazendo as organizações e mudanças necessárias. ”


Uma das perguntas realizadas durante coletiva de imprensa foi sobre a questão salarial, que vai impactar toda população Juarense. Durante o ato de posse o ex-prefeito garantiu que estava deixando em caixa mais de R$ 8.000.000,00 (oito milhões) para fazer os pagamentos necessários, e agora simplesmente parece não haver os recursos que supostamente estavam garantidos. Na ocasião, a prefeita esclareceu sobre como recebeu de fato a prefeitura, ou seja, quais valores foram deixados em caixa, deixando claro que o ex-prefeito se equivocou com algumas informações fornecidas a equipe de transição.


“No caixa da prefeitura, livre para fazer a folha de pagamento nós não recebemos nada, existe oito milhões e pouco dentro de algumas contas da prefeitura, nas mais de 140 contas que nós temos, mas todos engessados através de convênios, então nós temos dentro desse valor deixado, convênios para construir o CER (Centro Especializado em Reabilitação), para equipamentos do Hospital Municipal, então são emendas de parlamentares, projetos e obras que nós não podemos tirar. Além disso, dentro desses R$ 8.000.000,00 (oito milhões), quase um milhão é do FETHAB, para fazer investimentos em estradas e cidade, nós temos quase um milhão que é para questão de iluminação, mas são orçamentos que nós não podemos tirar da conta para fazer folha de pagamento”.


Para resolver a questão a prefeita tem buscado conversar com representantes dos sindicatos, pois será necessário parcelar o pagamento dos servidores para futuramente não gerar outros problemas, tanto para a administração pública quanto aos funcionários.


“Estamos conversando com os funcionários, através dos sindicatos, colocando a real situação, a verdade, e realmente sabemos da nossa responsabilidade, mas para que nós não inviabilizemos um ano de trabalho da vida do funcionário público com salário atrasado, vamos renegociar o mês de dezembro, até mesmo porque entendo que foi uma decisão política do gestor passado de pagar trabalhadores de rua e fornecedores, deixando os e funcionários para último, que seria uma prioridade, e dentro disso agora cabe a nós juntamente com todos achar uma melhor alternativa”.


Certamente grande parcela da população está revoltada com a situação, pois todos têm compromissos que precisam ser cumpridos em dia. A prefeita esclareceu sobre a folha de pagamento que precisa ser realizada e a arrecadação prevista para este mês, chegando a conclusão de que não haverá como fazer duas folhas de pagamento em janeiro.


“Estamos dialogando desde semana passada com os sindicatos, conversamos com o SISMUJ (Sindicato dos Servidores do Município de Juara), vou entrar em contato com o SINTEP, e dentro disso tenho certeza que existe algumas opções para que a situação seja resolvida. Agora deixo claro a todo funcionário público e sociedade, duas folhas de pagamento no mês de janeiro são impossíveis, temos uma folha de pagamento bruta do mês de dezembro de 3.700.000,00 (três milhões e setecentos), uma folha do mês de janeiro estimada de 3.100.000,00 (três milhões e cem), ou seja, com uma previsão de receita no mês de janeiro de 4.200.000,00 (quatro milhões e duzentos), então é humanamente impossível se pagar duas folhas neste mês”.


Agora, é fato que existem contas a serem pagas que na vida do cidadão são impossíveis de serem parceladas, como água, luz, telefone, aluguel, entre outros serviços, e com relação a está situação, Luciane Bezerra diz entender a insatisfação popular, pois sabe das dificuldades.


“É natural a população estar indignada, tenho solidariedade com todos, sei das dificuldades que passam, porque você ter compromisso e não poder cumprir, não por sua vontade, mas por uma vontade alheia. Infelizmente foi uma situação gerada dentro do município, se existe culpados ou não, o que cabe a nós é resolver o problema, e aí claro que vamos fazer da melhor forma possível junto com os funcionários”.


A situação de acordo com a administradora foi descoberta durante a transição, onde os valores reais apareceram. Deixou claro que o ex-prefeito Edson Piovesan disse inverdades para a Controladoria, Equipe de Transição e Sindicatos do município.


“Na transição foi passado para nós até o último dia que haveria o dinheiro nas contas, sendo de 60% até 70 do funcionário público, que então juntaria com o repasse do dia 10 de janeiro, aí nós fecharíamos a folha e pagaria o de dezembro, coisa que seria consequente no mês de fevereiro, fecharia o mês dia 10 e nós pagaríamos a folha de janeiro, mas não foi o que aconteceu. Então a transição serve para termos uma noção, saber de documentos, como está a situação financeira da prefeitura, contudo, nós não podemos impedir uma decisão de gestor do governo e o Edson até o dia 31 fez transferências, pagamentos e dentro disso tivemos conhecimento da real situação no dia 02, inclusive a mesma informação de que haveria dinheiro para pagar parte da folha de pagamento foi passado não somente para equipe de transição, mas também para a Controladoria Pública que participava, para o sindicato, por isso todos ficamos surpresos quando descobrimos a verdade, somente deixamos de divulgar porque estávamos procurando uma saída viável, mas agora vemos que não temos condições, teremos que fazer negociação”.


Com relação a ação tomada pelo ex-prefeito Edson Piovesan, a atual administradora pública disse que foi um ato de má fé, e afirma que quer evitar causar prejuízos aos servidores públicos.


“A transição é um momento muito sério dentro de um governo para outro, e quando fez o compromisso que haveria esse dinheiro e não teve, e priorizou também o pagamento de uma OSCIP que é discutida na justiça, então penso que houve má fé, e mais uma vez a gestão do Edson não priorizou o funcionário público. E este fato, é algo que nem desejo, quero quatro anos os funcionários junto conosco, só que agora precisam entender esse momento de dificuldade que estamos enfrentando, e dentro disso vamos resolver da melhor forma possível com a participação de todos, pois assim terão noções de toda a situação financeira. ”


Com relação a demora para divulgar documentos relacionados ao processo de transição, a prefeita destacou que somente estava cumprindo com os prazos estabelecidos.


“Nós não divulgamos o material da transição porque só foi concluído no dia 6 e após, obrigatoriamente precisa ser encaminhado ao Tribunal de Contas, só podendo vir a público depois desse processo, então nessa semana estaremos enviando a todos os meios de comunicação o processo de transição. ”


A prefeita Luciane Bezerra comentou também sobre algumas ações e obras públicas que vai estar realizando nos primeiros meses de gestão.


“Nossa prioridade inicial, além da questão financeira dos servidores públicos, é resolver a questão da saúde pública. A limpeza urbana está melhor, onde a população pode constatar uma mudança, pois estamos implantando novos métodos, iremos consertar algumas estradas com pontos críticos, pontes, então são ações imediatas, procurando resolver os problemas que aparecem, e após os quatro meses vamos entrar no cronograma de Juara para os próximos quatro anos”.


Também destacou a importância de parcerias firmadas com deputados a nível estadual e federal para conseguir novos recursos públicos ao município de Juara.


“Concluímos o ano de 2016 com emendas de parlamentares, nós conseguimos R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões) de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa, e agora no início do mandato estamos fazendo projetos, boa parte deles serão investidos em pontes, estradas, reestruturação do trânsito e também usaremos para comprar produtos e iniciar asfalto em alguns bairros e ruas do município, então estamos trabalhando com muitas parcerias”.


Por: Elizandra Trindade

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