Juína: Janeiro Roxo será marcado por ciclo de capacitação e orientações

O ano de 2018 inicia com o combate a uma doença que age em silêncio, mas que pode trazer consequências terríveis, apresentando manchas no corpo e em estados mais avançados, caroços, além de sequelas que podem levar a invalidez permanente, estamos falando da Hanseníase .
A hanseníase é uma doença que possui cura, no entanto a maior dificuldade está em detectar a presença da mesma uma vez que, seus sintomas não são “visíveis” sendo que a pessoa pode estar sofrendo da mesma e não saber.
Por causa disso, em muitos casos a hanseníase acaba evoluindo e se agravando no paciente, causando as chamadas sequelas da hanseníase. Segundo Antônio, coordenador do programa de combate à tuberculose e a hanseníase no município de Juína, o município tem registrado um dos maiores índices da doença no estado.
“O ultimo domingo de janeiro é o dia mundial de combate a Hanseníase, então o governo estadual esta lançando o janeiro roxo, pra estar alertando a comunidade sobre o que a doença causa nas pessoas, não só no adulto, mas também nas crianças. Nós temos um índice muito grande aqui no município de Juína, um dos maiores de Mato Grosso, então nos temos que ficar atentos a essa doença”. Pontuou Antônio.
Segundo Antônio, os números no município de Juína já chegaram a resultados alarmantes, alçando até 190 casos confirmados em um único ano, sendo que em 2016 a 2017 houve aproximadamente 65 casos, mesmo assim a doença não deixa de preocupar.
Os trabalhos de combate a hanseníase no município de Juína envolvera o trabalho de conscientização da população a ser realizado nos PSFs dos bairros do município, por meio dos agentes de saúde, além do mais será realizado capacitação dos agentes de saúde para estar orientando a população quanto aos sintomas da doença e os possíveis tratamentos.
A hanseníase apresenta como principal sintoma manchas dormentes, que não coçam ou transpiram, não gerando incomodo ao portador. Por não gerar desconforto, o portador acaba deixando de tratar o que vai abrindo espaço para o desenvolvimento da doença que, apesar de não ser severa ao ponto de levar a óbito, pode deixar a pessoa com invalides permanente.
Conhecida também como mal de Lázaro, a doença é causada por um bacilo, um parasita intracelular que é transmitida por via área, sendo mais suscetível em pessoas que convivem com outros infectados, em ambientes fechados ou pouco arejados.
Caso apresente manchas pelo corpo que não apresentam sensação tátil, procure o PSF mais próximo para tratamento, lembrando que, apesar de não ser severa, pode acarretar consequências permanentes.
Por: Maurilio Trindade Junior / Afolhadovale






































































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