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Juína: Setor madeireiro vira referência em estudo para redefinição do CRV


Desde o ano de 2016 a decisão do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), vinculado ao Ministério de Meio Ambiente (MMA), que redefiniu o Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) vem causando transtorno ao setor madeireiro de diversas partes do Brasil.


A resolução do Conama, 474/2016, reduziu em 10% o Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV), rebaixando de 45% para 35% o CRV, portanto, reduzindo o aproveitamento da madeira explorada, tornando inviável a exploração no setor madeireiro, uma vez que reduz a lucratividade substancialmente.


Em pesquisas anteriores, de iniciativa de empresários do setor madeireiro e de instituições que representam o setor, como o SIMNO, foi aferido que o CRV empregado em muitas madeireiras de diversos estados extrapola os 55% ao invés de 35% já normativos.


Desde esta terça-feira (16/01/2018) as madeireiras do município de Juína vêm recebendo a visita da Dr. Tatiane, engenheira florestal atuante no município de Alta Floresta, que a convite da SEMA (Secretária de Estado de Meio Ambiente) veio ao nosso município coletar dados para desenvolvimento de pesquisa que visa aferir o real CRV das madeireiras da região.


“É o projeto piloto agora, com o estudo do coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) de essências florestais do estado de Mato Grosso, e nós começamos aqui pela cidade de Juína, com a realização de estudos em outras indústrias e hoje nós estamos dando continuidade...”. Pontuou a Dr. Tatiane.


Segundo Tatiane, cada região apresenta uma realidade diferente quanto a forma se desenvolver as atividades de exploração e por isso deve-se levar em consideração essas diferenças peculiares na hora de se definir o CRV.


Para Paulo Veronese, presidente do SIMNO e engenheiro industrial madeireiro, que esteve dando apoio juntamente com sua equipe aos pesquisadores, com a força do sindicado das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste do Estado foi possível estar trazendo para o município de Juína o projeto piloto para aferição do CRV das indústrias madeireiras da região.


Segundo Paulo Veronese, o valor do CRV estipulado pelo Conama, foi fornecido por meio de outra realidade que não condiz com a realidade do município de Juína, bem como de municípios da região e em diversas partes do pais.


O município de Juína é o primeiro a receber a pesquisa e por meio desta, objetiva-se mostrar a Conama e aos demais órgãos do governo que o atual valor do CRV inviabiliza a atividade madeireira.


O Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) serve de base para a emissão do Documento de Origem Florestal (DOF), documento obrigatório para o controle do transporte de produto e subproduto florestal de Origem. Sendo assim, com o CRV reduzido, o setor madeireiro fica impossibilitado de realizar a comercialização de parte do produto, madeira, explorada.


Segundo informou a Conama e demais órgão, que por meio de levantamento redefiniram o CRV, o valor de 45% estaria superestimado o que levaria alguns madeireiros a completar a cota de exploração com madeira ilegal.


Com o levantamento do CRV pela secretária de meio ambiente do estado, o intuito é alterar o valor atual para que o setor madeireiro possa funcionar adequadamente.


Lembrando que, o setor madeireiro é o ramo que mais gera emprego e renda no município e na região e, portanto, a redefinição do CRV é de suma importância.


Por: Maurilio Trindade Junior

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