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Instabilidade emocional e falta de sustentação interior

Estudos recentes do comportamento humano classificaram os temperamentos que migram subitamente de um extremo para o pólo oposto como transtorno bipolar do humor

As características sintomáticas observadas nesse transtorno revelam-se em forma de comportamentos alternados entre depressão e euforia, associados à irritabilidade; ataques de fúria, agressividade e acesso de raiva; impulsividade e dificuldades nos relacionamentos com a família, no trabalho e também com os amigos.

No tocante à sexualidade, observa-se um intenso apetite para o sexo.

Dentre os principais sintomas destacam-se: depressão com humor irritável; agitação física e/ou mental (psicomotora), inquietação que se alterna com apatia; mania de grandeza e necessidade de aparecer e ser o centro das atenções, seguidas de ataques de inadequação; pensamentos desgovernados, isto é, pensar em várias coisas ao mesmo tempo.


Esse estado ansioso leva as pessoas a lidarem com os acontecimentos de maneira exacerbada, tornando-se num determinado momento intensas, veementes e até agressivas.

Imediatamente, passam para o polo oposto, comportando-se de maneira tímida, indiferente e deprimida.


Dentre as hipóteses levantadas como causas do transtorno bipolar, destaca-se a hereditariedade, ou seja, o histórico familiar de outros membros com quadros semelhantes. Também é apontado o uso abusivo de medicamentos estimulantes, álcool, etc.


Surge com mais frequência na infância e na adolescência.

É quando o jovem apresenta ataques prolongados de raiva ou agressividade; essas reações são conhecidas como uma espécie de tempestades comportamental.


Comecemos a compreender os aspectos metafísicos, desde o surgimento mais frequente do transtorno, na juventude.

Os jovens acometidos pelo TBH são inconstantes e emocionalmente instáveis.


Ora se superestimam, achando-se os maiores do mundo, ora comportam-se como se fossem insignificantes perante o grupo.

Isso pode acarretar na transição entre a fase de criança e a maturidade.

Ao ultrapassarem as barreiras do lar, no início do processo de socialização (na adolescência), os jovens perdem a referência familiar que tinham conquistado.

O lugar que ocupavam na família não se transfere para a sociedade.


Eles precisam recomeçar um movimento de conquista de espaço e de identidade social, consequentemente, profissional. É quando a insegurança se acentua, podendo causar reações extremistas, de súbita variação de humor.

A irreverência muito comum entre os jovens é um reflexo da frustração causada pela falta de espaço na sociedade.


O fato de alguns jovens apresentarem uma exagerada irreverência, chegando a ser agressivos, esboça a falta de mobilidade deles, por exemplo, entre os amigos. Como mecanismo de compensação, querem se impor perante os outros e se supervalorizar.


Mas instantes depois, diante de pequenas frustrações, retraem-se, comportando-se de maneira melancólica e deprimida. Esses estados são característicos da baixa resistência emocional do jovem e provocam a intolerância às decepções.


Apesar do surgimento do TBH ocorrer com mais frequência desde a juventude, é na fase adulta que isso fica mais evidente. Ou pelo menos, é quando ocorre tal diagnóstico.


Os adultos com sintoma de TBH costumam exagerar na imposição das suas vontades, geralmente esboçando comportamentos hostis e excedendo na agressividade de forma a causar espanto naqueles que os rodeiam.


É muito difícil conviver com pessoas que tem a síndrome do TBH: elas são inconstantes nas reações. Nunca se sabe qual comportamento esperar delas diante das situações inusitadas.


A forma como vão reagir é sempre uma surpresa, a cada hora esboçam uma reação diferente.

Repentinamente passam a agir de maneira oposta: isolam-se, mergulhando numa súbita apatia e depressão.


Essas variações de comportamento são comuns nas pessoas que sofrem do transtorno bipolar do humor.


A velocidade dos pensamentos dificulta exercer controle sobre si mesma, de tal maneira que nem a própria pessoa consegue se compreender ou mesmo se tolerar. Fica difícil organizar-se interiormente para agir com coerência no meio externo.


Quando estão ativas, costumam se vangloriar e supervalorizar-se perante os outros.


Volta e meia fazem sua propaganda, enaltecendo o seu desempenho.

Julgam-se exímias, focalizando os méritos e suas conquistas, usando-os como modelo de sucesso.


Não raro, humilham os outros, inferiorizando-os ao compará-los a si mesmas, enfatizando as situações em que foram bem-sucedidas naquilo que fizeram.

Esse mecanismo refere-se a um comportamento de autoafirmação.

A pessoa enaltece o seu desempenho, sem ser tão prática tampouco eficiente, quanto se julga.


O seu grau de satisfação é baixo, pois nem sempre realiza os seus projetos de vida. As expectativas acerca de si mesma e em relação aos outros ou mesmo sobres os resultados, são muitas.


Obviamente, os resultados não são condizentes com o que foi almejado.

De si mesmas, cobram a perfeição, dos outros, que eles sejam exímios no que lhes foi delegado; no tocante aos resultados, esperam o melhor.


Como a realidade dos fatos não corresponde aos seus anseios, frustram-se.

E, por não saber lidar com as decepções, deprimem-se com frequência.


As pessoas que sofrem de TBH são intensas no que fazem. Principalmente quando a situação é prazerosa, elas tem dificuldade de se controlar, facilmente cometendo exageros.


Não sabem lidar com limites; todas as vezes que são barradas, vivenciam elevados níveis de frustração. Como não tem fibra para lidar com elas, desesperam-se e vão para o outro extremo, deprimindo-se.


Nos momentos de euforia, cobram muito das pessoas que as cercam, exigem dos outros o que elas próprias não são capazes de fazer.


As pessoas com TBH, não zelam pelo seu bem-estar interior, geralmente desprezam suas emoções. Focalizam exageradamente as situações externas, dando mais valor aos outros do que a si mesmas e se comportando de maneira hostil nos momentos de pico da agressividade.


A ofensa é um mecanismo ambivalente de atacar aqueles que são significativos na sua vida. O autoabandono, além da agressividade, pode provocar a depressão, que é um reflexo da anulação de si, perante os outros.


Para reverter esses processos de alteração súbita de comportamento, com pico de agressividade ou de depressão, é necessário não se incomodar tanto com as opiniões alheias, dedicar-se mais na realização dos seus objetivos, ser eficiente, determinado e não viver em função da aprovação dos outros.


Deve-se organizar os pensamentos, pois a dificuldade em manter uma linha de raciocínio é pior do que a oscilação de humor.


Procure se fortalecer emocionalmente.

Desenvolva um suporte psicológico para enfrentar as frustrações.

Deixe de ser tão melindroso.


Aceite as pessoas do jeito que são e a realidade da forma que se apresenta.

Reduza as expectativas.


Compreenda que tudo acontece no seu devido tempo e em proporções suficientes para a ocasião. Não adianta esperar muito de um momento apenas, nem querer que aconteça logo o que se anseia.


Ao preservar essas atitudes torna-se, possível fortalecer as emoções e conquistar a estabilidade do humor.


As pessoas que apresentam o transtorno bipolar de humor, devem ter consciência do significado de suas reações, compreender, por exemplo, o que as levam a se comportarem de um jeito desagradável, para poderem ser reformular interiormente, transformando os seus pontos fracos em fatores emocionalmente bem elaborados.


A estabilidade emocional adquirida por meio do autoconhecimento, possibilita o autocontrole, evitando a frequente oscilação de humor.

Fonte: livro Metafísica da Saúde


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