• Natasha Olsen

Biólogo cria armadilha para mosquito da dengue


Há 20 anos, Álvaro Eiras começou a desenvolver tecnologias inovadoras para monitorar e controlar as fêmeas do mosquito aedes aegypti. Entre elas, destacam-se uma armadilha específica para capturar as fêmeas do mosquito, quando procuram locais para colocarem seus ovos e, principalmente um sistema de monitoramento em grande escala e em tempo real.


Com isso, foi possível identificar áreas infestadas pelo inseto e se os mesmos estão infectados com os vírus da dengue, da zika e da chikungunya. Foram 2 décadas de experiemtnos desenvolvidos de forma empreendedora, mas que se mostraram cada vez mais importante. Só em 2019, o Brasil registrou um aumento de quase 600% no registro de casos das doenças causadas pelo mosquito, segundo dados do Ministério da Saúde.


Como funciona a armadilha


Eiras desenvolveu um produto químico que atrai as fêmeas do mosquito. Com este produto, elas iam direto para a parede, e não para a água, atraídas por um odor específico. Foi então que ele teve a ideia de passar uma cola no recipiente para capturar o aedes aegypti e, em seguida, criou um cartão adesivo para prendê-lo. “Já foram mais de cinco milhões de fêmeas mortas”, conta o professor.


Segundo ele, desde 2006 o produto que desenvolveu está sendo comercializado e ajuda no monitoramento, identificando os locais com maiores infestações de mosquitos e se há contaminação com o vírus da chikungunya, dengue e zika. “Prestamos serviço para prefeituras, condomínios, indústrias e Estado” explica o professor. O Espírito Santo, por exemplo, usa a tecnologia em todos os 78 municípios do Estado.


Diante dos resultados, Eiras decidiu colocar o produto no mercado. O projeto ganhou o nome de Monitoramento Inteligente da Dengue (MI-Dengue) e os primeiros modelos foram desenvolvidos. “O Sebrae financiou a produção e avaliação dos protótipos, além de apoiar financeiramente a construção dos moldes das armadilhas para a produção”, explica Álvaro Eiras. Com o produto é possível reduzir a transmissão de casos de doenças transmitidas pelo aedes aegypti”, acrescenta o professor.


Eiras, ganhou prêmios internacionais, como o Tech Museum Awards, e criou uma empresa para comercializar produtos e serviços. Quem se interessar em adquirir o MI-Dengue, pode enviar um e-mail para contato@ecovec.com.


Fonte: Natasha Olsen

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