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  • Gabriel Pietro

Projeto Tamar celebra 40 anos de fundação com 40 milhões de tartarugas soltas


Estima-se que apenas 1 em cada 1000 tartarugas marinhas chegam à fase adulta, isto é, quando atingem os 30 anos de idade. Assim, a sobrevivência da espécie depende bastante da sua capacidade de conseguir gerar um alto número de novas crias todos os anos.


Desde 1980, as espécies de tartarugas contam com um aliado fiel: o Projeto Tamar. Recentemente, para dar início à celebração de seus 40 anos de existência – a serem alcançados no próximo ano – a entidade anunciou que 40 milhões de tartarugas foram protegidas desde o início da iniciativa.


O principal braço de proteção do Projeto Tamar se encontra na Praia do Forte, em Mata de São João (BA), a cerca de 80 quilômetros de Salvador. No local, foram soltos na última sexta-feira (13), aos olhos de dezenas de turistas e moradores locais, 101 tartaruguinhas recém-nascidas.


Ajuda às tartarugas


O resgate e soltura dos filhotes é algo comum no litoral. Por vários motivos, elas podem não conseguir deixar a ninhada rumo ao mar e correm risco de vida.


Esse trabalho de salvamento é feito desde 1980, quando o Projeto Tamar começou. Ele teve origem em expedições realizadas por estudantes de oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) em ilhas e arquipélagos como Abrolhos, Fernando de Noronha e Atol das Rocas. Quando presenciaram pescadores abatendo tartarugas, resolveram denunciar a situação para órgãos públicos. Na época, já havia um apelo internacional para que algo fosse feito em defesa desses animais.


“Depois dessas expedições, tomou-se conhecimento de uma maior ocorrência das tartarugas na costa brasileira, porque nem os nossos professores sabiam. Todos os trabalhos acadêmicos naquela ocasião reportavam outros países. E daí foi pedido que o Brasil fizesse alguma coisa. Na Austrália, na Costa Rica, nos Estados Unidos já tinham iniciativas. E os animais são migratórios, vão de um lugar para o outro, o que demanda um trabalho integrado”, diz a oceanógrafa Neca Marcovaldi, coordenadora de pesquisa e conservação do Projeto Tamar e uma das fundadoras da iniciativa.


Veio então o reconhecimento e o convite para aqueles estudantes fazerem um mapeamento das espécies que desovavam no Brasil e apontarem quais os principais problemas. “Durante dois anos fizemos um levantamento nos quase 8 mil quilômetros do litoral brasileiro”, conta Neca.


Os avanços obtidos com o mapeamento dessas espécies, anos depois, são notáveis. A iniciativa acumula prêmios e é reconhecida internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha. “Se antes era necessário transportar ninhadas de tartaruga para dentro das unidades, hoje basta colocar um estaca informativa nos locais de desova que as comunidades estão conscientes da necessidade de preservar as áreas”, diz o biólogo Claudemar Santos.


Fonte: Gabriel Pietro | Razões para Acreditar

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