top of page
GUPET.jpg
MÍDIA DA CASTERLEITE ATUALIZADA_edited.jpg
95090b_c4ed513d5c6c4c7ab4c88326c9ab528b~mv2.png
MIDIA JORNAL A FOLHA DO VALE DISK PRÁTIC
Guia Digital da Cidade_edited.jpg
Mandala%20do%20L%C3%ADrio_edited.jpg

Integração Ativa, no Guia Digital da Cidade:

A síndrome da mulher incompleta


Mulher  | Foto Ilustrativa  | Fonte: Google

Ao longo dos anos, perdi a conta da quantidade de expectativas que existem em torno da figura da mulher; tantos que parece uma corrida permanente, sem pausas, para o qual é necessário ter uma preparação imbatível, mas também uma corrida de fundo em que parece que a meta nunca é atingida. Cada vez que essa situação, esse círculo vicioso, é a realidade de mais mulheres, independentemente do país e continente.


Vivemos sem viver, sem nos ver, quase sempre ignorando nossas necessidades e desejos relegando-nos ao último lugar.


O mais perigoso desta situação é que raramente temos consciência de que estamos passando por ela e que também é uma maneira rotineira de agir, tanto que ela se tornou parte de você. Mas porque essa situação afeta tantas mulheres?

Somos educadas na crença de perfeição, de que temos que atingir tudo, que podemos com tudo, sem importar qual for nosso estado físico e emocional. Crescemos com a crença de que nossa principal tarefa e prioridade é cuidar, bem seja de um companheiro, família, pais, filhos… não importa o que ou de quem, mas cuidar é geralmente a prioridade inconsciente que manifestamos no dia a dia, em diferentes situações.


Adquirimos o papel de “cuidadora” sem entender as repercussões que isto tem para nós e também para a pessoa que cuidamos a todo custo, criando uma dependência mútua. Aprendemos a cuidar e por regra geral, fazemos muito bem. Mas neste papel de cuidador ninguém nos ensina a cuidar de nós mesmas.


Não aprendemos que cuidar de nós mesmas é importante e mais uma prioridade do que cuidar dos outros, porque se você se cuida como merece, não pode cuidar do outro, ou pelo menos não do verdadeiro significado da palavra cuidar. Entendemos por cuidar, garantir que a outra pessoa, coletivo ou o lar, não lhe falte de nada e tenha o necessário para se sentir bem e dessa forma atender às suas necessidades emocionais e fisiológicas.



Mas isso não é cuidar, poderíamos dizer que esta é a parte superficial do verbo. Cuidar é acompanhar, compreender, ouvir, amar e estar de forma incondicional. Como você pode ver, vai muito além de cobrir com um “remendo” as necessidades do outro. A questão aqui é, senão consegue se ouvir a si própria, compreender-se, valorizar o que sente, como o sente, o que precisa, como pode fazer isso com outra pessoa?



Se você não se permitir ser incondicional consigo mesma, como é possível estar incondicional com o outro, se a primeira pessoa que tem de aprender a cuidar é a si própria, cuidar de si, se autocuidar são peças fundamentais na tua saúde emocional, na forma como se relaciona e em como se projeta no mundo.

Quando sua figura passa para o segundo lugar é você pensa que cuidar dos outros é mais importante do que cuidar de você, por que você faz isso? O que você quer com isso? Você faz isso por amor? Só por amor?


Na verdade não. Você faz isso porque quando para de cuidar de si mesma, se desconecta de si: corpo, desejos, sonhos, necessidades afetivas, emocionais e fisiológicas. Sem perceber, você esquece de pontos fundamentais que marcam quem você é, sua essência, que o identifica como indivíduo e como mulher. Perdendo assim a noção de você.


Artigo Eu Sem Fronteiras

P.09 DA ED_edited.jpg
bottom of page