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  • Por: Maurilio Trindade Aun/Jornal a Folha do Vale

A síndromo de Procusto em nossa realidade e em nossa vida

Em uma provocação trazida pela professora Cicília de Campos França em uma aula de Psicologia Jurídica, em aula à distância, pelo sistema de web conferencia no curso de direito, turma de Brasnorte, a síndromo de Procusto foi levantada para demonstrar o quanto muita das vezes podemos estar reproduzindo a síndromo na sociedade, ou seja, podemos estar "podando" todos a nossa volta, por nem se adequar as nossas ideias, opiniões, crenças, conceitos, enfim, provocação que faz com que relermos um pouco de mitologia.

Na Mitologia Grega havia o personagem Procusto, um bandido gigante que armava uma arapuca para seus “visitantes”, em sua casa tinha uma cama feita de ferro, que tinha exatamente a sua medida. Os viajantes que passavam pela serra de Elêusis eram “convidados” a se deitarem na cama de Procusto.


Procusto, então, amarrava as suas vítimas naquela cama. Claro que ele tinha duas camas, pois, o desejo era sempre eliminar "os outros", logo ele sempre colocava "os outros" na cama que nem lhes servia. Se a pessoa fosse maior do que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até caber naquela medida.



Procusto significa “o esticador”, em referência ao castigo que aplicava às suas vítimas. A mesma personagem é às vezes referida como Polipémon ou Damastes.


Impossível não se perceber a analogia do mito. Ele representa claramente a intolerância do homem em relação ao outro. Quantas vezes o espírito de Procusto apareceu na história da humanidade? Ele esteve presente no massacre que os Europeus praticaram contra os habitantes do continente americano. Esteve presente na crueldade da escravidão negra. No absurdo do holocausto. Onde o ser humano por se achar superior ao outro, por considerar que o outro na cabe nas suas medidas resolve subjugá-lo, enquadrá-lo, civilizá-lo…


Leia também: Bolsonaro, o Procusto


Em toda a história da humanidade o homem intolerante tentou enquadrar em seus padrões de comportamento todos os considerados diferentes. Não poucas vezes ele usou a figura e o nome de Deus para fazer o “enquadramento”. Foi assim na inquisição e na caça as bruxas. E tem sido assim nos dias atuais, infelizmente.


A deusa Atena incomodada pelo clamor das vítimas de Procusto vai procurar o malfeitor e tenta convencê-lo a mudar de atitude, mas fica estarrecida quando ele argumentou que estava fazendo o correto, pois sua cama estava apenas fazendo justiça acabando com as diferenças entre os homens. Mas, não é a diversidade uma característica de homens e mulheres? Então, por que insistir em obrigar homens e mulheres a viverem segundo os mesmo padrões e ideais, forçando-os a ajustar suas vidas aos conceitos pré-estabelecidos? Fazendo isso em nome de Deus. E, em nome de fazê-los felizes.



O gigante bandido e intolerante da mitologia grega está sempre à solta em nosso mundo. Seu espírito aparece sempre que o homem mutila o outro, senão fisicamente, mas psicologicamente, quando este não se enquadra em seus padrões estabelecidos.


Infelizmente, não poucas vezes, a escola também tem sua cama de Procusto. E nela alunos, “diferentes”, têm sido mutilados em suas características em nome do padrão social. Para caberem na cama escolar são podados em suas almas. Não é isso que fazemos quando temos uma única forma de avaliar uma turma de 30 alunos? Quando os medimos da mesma forma? Não estaria o insucesso dos alunos, o alto índice de reprovação e evasão ligado a essa tentativa de enquadrá-los nos padrões. Não deveria a escola procurar uma forma de conviver com os mais diferentes “tipos” de pessoas que formam o mosaico escolar? Mesmo, que para tanto, se precisem quebrar paradigmas educacionais. E termos um novo olhar, ou melhor, “olhares”, a pessoa de nosso(a) aluno(a).


O monstro mitológico teve o mesmo fim de suas vítimas. Foi capturado pelo herói Teseu, que o amarrou em sua própria cama cortando- lhe a cabeça e os pés.


Enquanto isso, a humanidade ainda luta para “matar” o monstro da intolerância que fez e faz muitos estragos em nossa sociedade.


No ambiente corporativo, na faculdade, na vida social e até em casa é comum que algumas pessoas se sintam ameaçadas por outras mais capacitadas ou ate incomodadas pelos os que nem se enquadra aos seus conceitos ou visões. Para evitar que se sintam inferiores, elas acabam tendo comportamentos que visam desqualificar, humilhar e menosprezar os outros. Essas pessoas, de certa forma sofrem com a Síndrome de Procusto.



A síndrome de Procusto faz referência às pessoas que não hesitam em discriminar e até mesmo em perseguir quem é superior a elas em talento e habilidades. São pessoas que não progridem e nem deixam os outros progredirem, com perfis frustrados ou autoestimas muito frágeis, e que estão presentes em muitos ambientes do nosso dia a dia.


Um ambiente desafiador pode evidenciar quem sofre com esse mal. Por medo de serem superadas por outros colegas, pessoas que sofrem com a síndrome não gostam de se expor a certas situações que possam revelar suas fraquezas ou inferioridades.


O conflito de ideias é algo saudável, pois gera crescimento e inovação de pensamentos. Porém, é imprescindível que esses conflitos sejam feitos com uma intenção construtiva e de colaboração.


Uma pessoa que sofre com essa síndrome boicota ideias e desmotiva os outros com a intenção de diminuí-los. Como consequência, quando um profissional desmotiva os outros por questão de insegurança pessoal, ele acaba prejudicando a equipe como um todo.


Pessoas que sofrem com essa síndrome vivem em meio a uma contínua frustração e contam com uma pequena sensação de controle das situações. Por trás das suas palavras se evidenciam um verdadeiro egocentrismo e um pensamento inflexível e extremamente hostil.


São perfis de autoestima extremamente frágil – por ser muito baixa ou, pelo contrário, por ser exagerada. Não possuem o menor controle sob suas emoções: tomam como ofensa as capacidades e acertos dos outros, tem um medo exacerbado das mudanças e possuem uma postura/posição irracional.


Por isso, pessoas que são afetadas pela Síndrome de Procusto, na verdade, são pessoas que não sabem lidar com as próprias emoções. Desenvolver sua Inteligência Emocional é uma ótima solução para se livrar das amarras da inveja e do sentimento de ameaça quando em frente à alguém mais capacitado.


A publicação é uma reprodução de pensamentos e manifestações de autores que podem ser acessadas abaixo.


Fontes: sbie e Angela

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