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Noite de Homenagens emociona castanheirense, Município completou

Embora cada um compondo histórias de vida diferentes, com algumas afinidades, todos têm algo em comum: o amor por Castanheira. Por este motivo Jorge Basílio, José Sales, Irene Sponchiale Camilotti e Maria A. Wiesenhutter, a Gringa, produziram um dos momentos de maior emoção das recentes festividades dos 35 anos de Castanheira.


O chamado cerimonial, com a presença de várias autoridades do executivo, legislativo e intermunicipais, entre elas o prefeito Jakson se Oliveira Rios Júnior e seu vice, Jandir Scheffler, e a vice prefeita de Brasnorte, Roseli Borge de Araújo Gonçalves, aconteceu na noite da última segunda feira, 03, numa programação que teve ainda a apresentação do documentário “Castanheira Vista de Cima”, queima de fogos e um bolo de 12 metros ofertado pelo Pascoalotto Supermercados, de Juína.


José Sales, que está com 103 anos, foi representado por um dos netos, Wanderlei Sales, Dona Irene e Dona Maria falaram com emoção do momento e o pecuarista Jorge Basilio se emocionou, mais uma vez, ao se referir a Castanheira, onde grande parte da história de sucesso de sua família foi construíra. Se emocionou e emocionou, pois, um misto de lembranças, de todos os presentes, veio à tona.

Eis um pouco da história de cada um dos homenageados:


Jorge Basílio

Natural de Pirapozinho, São Paulo, o agropecuarista e agora atuando no ramo supermercadista JORGE BASÍLIO constantemente declara seu amor por Castanheira. “Castanheira é tudo para nós”, declarou para uma revista da cidade. A partir de 7 Quedas, em Mato Grosso do Sul, onde tinham uma pequena propriedade, com três de nove irmãos, teve início uma saga que passou por Pontes e Lacerda, Vila Bela, Vilhena, Ji Paraná e Ariquemes, com desfecho feliz em Castanheira, ainda no tempo do ciclo da madeira, em 1985. A Madeireira Vitória Régia, por eles implantada ainda no distrito de Juína, empregando centenas de funcionários, foi ponto de partida para uma das trajetórias mais bem-sucedidas entre os pioneiros de Castanheira. Talvez o nome, sugerido por sua saudosa mãe, Satoko Tanaka Basílio deu sorte, pois designa uma planta que se espalha. A consolidação de um grande patrimônio, contudo, se deu mediante muitas dificuldades.


José Sales

Quando o assunto é longevidade, nele temos uma referência singular. São 103 anos de uma caminhada que começou em Goinará, em Minas Gerais, passando por Araputanga, primeira referência de morada em Mato Grosso, até a chegada em Castanheira, há 40 anos atrás. Com Odete Maria da Cruz, sua esposa vislumbrou no novo lugar que começava a atrair atenções no noroeste do Estado, um contexto propício para se estabelecer, desenvolver seus sonhos e criar os seis filhos. Foi assim que comprou um sítio, a partir de onde viu os filhos crescerem e gerarem netos e bisnetos. São, respectivamente, 11 e 12. Ao fazer esta homenagem a um segundo nome ligado a agricultura, a gestão municipal reverenciou a todos que fazem deste segmento a mola propulsora do progresso, acenando com novos e promissores horizontes.


Irene Sponchiale Camilotti

Homenagear os pioneiros é manter viva a história daqueles que num tempo de extremas dificuldades, acreditaram no desenvolvimento de Castanheira. Ela é mais uma referência do já distante ano de 1984, quando aqui chegou. Veio com o esposo para trabalhar na Rezzieri, num tempo de grande êxodo de pessoas, atraídas pela força do ciclo da madeira. No primeiro mandato de Zilda Stanghelin, em 1989, com uma parceira de lutas – dona Gringa – fundou o grupo Saber Envelhecer. Segundo os anais da história, as reuniões iniciais foram realizadas debaixo de uma árvore, ao lado do Salão. Posteriormente, com apoio de Dona Zilda, conseguiram levar o grupo para o espaço físico da Assistência Social.


Maria A. Wiesenhutter

Pioneiros, em Castanheira, são as pessoas que se estabeleceram no município na década de 80 do século passado. Ela estará neste rol, quando as futuras gerações olharem para o tempo dos começos. Chegou por aqui quando ainda era distrito, em 1986, com o esposo e três filhos, procedentes do Paraguai. Traziam na bagagem os sonhos e esperanças de uma vida melhor que alimentavam o êxodo de centenas de migrantes. Seu esposo, Rudi, foi vereador por um mandato.


Crédito à: Vivaldo S. de Melo

Fotos: Legião Vip