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Delator do caso ‘Cooperlucas’ manda Otaviano Pivetta "calar a boca"

O delator do caso Cooperlucas, empresário Pedro Pereira, decidiu falar publicamente sobre o Caso, já que, novamente, o assunto volta à tona em meio a eleições. Segundo ele, Otaviano Pivetta (PDT), prefeito de Lucas do Rio Verde, onde o crime ocorreu, e hoje coordenador da campanha de Pedro Taques (PDT) ao governo do Estado, “deve calar a boca”.


“Ele quer posar de inocente, mas todos os laudos e provas constantes no processo deixam bem claro que ele estava envolvido no Caso Cooperlucas e o crime foi prescrito. Ele tem que aprender a diferença entre inocência e prescrição”, disse o empresário.


Segundo ele, a iniciativa em falar com a imprensa para “desmascarar” Pivetta não foi influenciada por políticos. “Quero que me deixem em paz. Há 17 anos que esse assunto sempre volta na época das eleições e eu sou apontado como um criminoso. Criminoso é ele que se faz de pitbull, mas é guaipeca”, disparou.


Pedro Pereira também acusou o senador Pedro Taques, que era o procurador-chefe da República, que distribuiu o processo, de “sentar” sobre a investigação e essa morosidade é que teria causado a prescrição. “Ele sabia de absolutamente tudo desde o primeiro dia, por eu fiz a denúncia diretamente pra ele. O juiz Julier Sebastião da Silva pediu que ele devolvesse o processo ao Ministério Público várias vezes e ele enrolou”, contou.


O empresário ironizou a relação entre Pivetta e Taques. “O Otaviano tem que ser grato mesmo com quem fez favor pra ele”.


As assessorias de imprensa de Otaviano Pivetta e Pedro Taques afirmaram que ambos se pronunciarão ainda hoje, provavelmente através de nota.


Cartas da manga

Além do envolvimento de Otaviano Pivetta no caso Cooperlucas, Pedro Pereira afirma guardar outros “segredos” do ex-amigo. Caso Pivetta não o “deixe em paz”, ele diz que levará essas denúncias a público. “Junto umas 150 pessoas lá no coreto da Praça Ipiranga e falo tudo”, ameaçou.


Entre os casos, ele cita a empresa Teka Tecidos que, por ter várias compras fraudadas por Pivetta, teve que fechar as portas em Mato Grosso. “Ele comprava um caminhão de produtos para a empresa pelo preço de três”, contou.

Além disso, afirma que um gerente do banco Bradesco teria sido demitido por justa causa, por culpa de Pivetta, e depois trabalhou para ele até o fim da vida, porque o prefeito lhe “devia muitos favores”.


Entenda o caso

O crime denunciado durante o Escândalo da Cooperlucas, no início dos anos 90, tendo Pedro Pereira como seu principal delator, referia-se a extravio ao sumiço de toneladas de grãos que deveriam estar armazenados pela Cooperativa dos Produtores de Lucas do Rio Verde como fiel depositária da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão responsável do Governo Federal pela aquisição de produtos agrícolas em todo o Brasil. Como tem deficiência de armazenagem, a Conab aluga silos para a guarda dos produtos até a sua completa remoção.


As irregularidades também foram apontadas em operações com o Banco do Brasil, envolvendo produtos vinculados a contratos de Aquisições do Governo Federal (AGF) e Empréstimos do Governo Federal (EGF), que nada mais era do que um subsídio. Os diretores da Cooperlucas foram condenados por fraude e má administração da cooperativa.


Entre os investigados na ação estão Otaviano Pivetta, que na época também era prefeito na cidade, o ex-superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso, Milton Luciano, o empresário Paulo Bezerra, irmão do deputado federal Carlos Bezerra e ex-sócio de Pedro Pereira, dentre outras pessoas ligadas ao Banco e à Cooperlucas.


Por: Euziany Teodoro 'O documento'

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