Costureira supera raro tipo de câncer e se casa em capela de Hospital de Câncer em MT
- A Folha do Vale - Jornal e Site
- 16 de set. de 2017
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Casal se conheceu em 2013, dentro de um táxi dirigido por José Milton, antes de Maria descobrir a doença (Foto: Bruna Barbosa/G1)
Maria Vandelice e José Milton se conheceram em 2013, mesmo ano em que ela descobriu a doença. Cerimônia em capela de hospital, em Cuiabá, foi inédita.
Se há quatro anos alguém dissesse para a costureira Maria Vandelice de Souza, de 44 anos, que ela iria sobreviver a um raro tipo de câncer no sangue e que se casaria dentro do Hospital de Câncer de Cuiabá, ela não acreditaria.
Maria Vandelice, que tem um metro e sessenta de altura e chegou a pesar 30 kg durante a pior fase da doença, celebrou seu casamento na capela do hospital com o motorista José Milton Pinheiro Galvão, de 51 anos, na sexta-feira (15). Essa foi a primeira vez que um paciente realiza um casamento dentro da capela Irene Coelho Cruz no hospital.
A costureira contou que nunca havia planejado o casamento, focando apenas na batalha que travava com a doença. No entanto, após vencer o câncer e receber autorização para parar de tomar os remédios, resolveu aceitar o pedido de casamento do namorado que conheceu em 2013 - mesmo ano em que foi diagnosticada com a doença. Ela fez uma exigência, porém: a cerimônia teria que ocorrer dentro do hospital.
A costureira - que por anos foi a responsável por vestir diversas noivas - casou usando um vestido que ela mesmo confeccionou, após ser novamente pedida em casamento há seis meses. As pedrarias do vestido foram bordadas pela mãe dela e o vestido chamou a atenção dos convidados pela riqueza de cores.
“Quando passei a costurar o vestido, o imaginei com muitas cores, porque a vida precisa de cor”, celebrou a noiva.
Por: Bruna Barbosa
G1 - Cuiabá






































































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