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Quem é a primeira médica brasileira formada no Brasil? Dra. Rita Lobato Velho Lopes, e Maria Augusta Generoso Estrela 1ª a obter formação em ensino superior

A história da personagem que quer se tornar médica na novela “Nos tempos do Imperador” é real?

Sim! De fato, uma menina ousada, em pleno século 19, aos 16 anos, desafiou a sociedade da época ao partir para o exterior para realizar seu sonho de cursar Medicina. Mas não é bem assim, como mostra a novela. E se você está curioso pra saber quem foi a primeira médica brasileira


Diferentemente do que é mostrado na teledramaturgia, Maria Augusta teve total apoio de seu pai para ingressar aos 16 anos na New York Medical College and Hospital for Women, nos Estados Unidos, uma vez que, nos idos de 1875 no Brasil, as mulheres não tinham permissão sequer para cursar estudos superiores. 


E, mesmo com dificuldades financeiras ocasionadas pela falência dos negócios do pai, Maria Augusta Generoso Estrela ganhou destaque e obteve apoio do imperador Dom Pedro II, que lhe concedeu uma generosa bolsa de estudos para que a brasileira concluísse os estudos. 


Anos mais tarde, a história que comoveu o imperador serviu de inspiração para a instauração da reforma do ensino superior no Brasil, e no mesmo ano em que Maria Augusta se formou, em 1879, as mulheres passaram a ser aceitas na universidade. Com isso, a própria doutora Maria Augusta Generoso Estrela conseguiu validar seu diploma no Brasil e por anos, mesmo após seu casamento, exerceu a Medicina.


E quem foi a primeira médica brasileira formada no Brasil?

Apesar da doutora Maria Augusta ter sido a primeira brasileira a romper barreiras sociais e de ensino para graduar-se em Medicina, uma outra mulher também merece destaque, mas desta vez, por obter o seu diploma em uma universidade brasileira


A gaúcha Rita Lobato Velho Lopes é considerada a primeira mulher a se formar e a exercer a Medicina no Brasil, ainda no século 19. Com excepcional dedicação, Rita concluiu os estudos primários aos 9 anos de idade. Mais tarde, saiu da cidade litorânea de Rio Grande e mudou-se para Pelotas, onde concluiu o que conhecemos hoje como ensino médio. 


Desde muito cedo demonstrou interesse pela Medicina. O convívio com um médico amigo da família foi o que despertou um crescente desejo nela de se tornar médica. 


E mesmo com o decreto imperial de 1879, que visava autorizar as mulheres a frequentar os cursos das universidades brasileiras e obter títulos acadêmicos, ainda existia o preconceito arraigado na estrutura social da época.  Era papel exclusivo das mulheres o cumprimento dos deveres do matrimônio, da maternidade e das funções domésticas. Isso influenciou a trajetória de Rita rumo ao seu sonho de se tornar médica. 


Logo de início, Rita percebeu que para realizar o desejo de ser médica, precisava estar devidamente preparada para as provas de ingresso. Para atingir seu objetivo, matriculou-se em um curso preparatório – majoritariamente frequentado por homens – e com alto custo de manutenção. Mas foi lá que Rita desenvolveu as competências necessárias para disputar por uma das vagas no curso superior mais concorrido no país e, graças às condições socioeconômicas de seu pai e apoio de sua família, a jovem trilhou seu caminho, inovador e único, até a graduação. Inicialmente, Rita matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas acabou transferindo sua matrícula para a Faculdade de Medicina de Salvador, na Bahia. 


E vencendo toda a sorte de preconceitos e a hostilidade inicial dos colegas e professores, Rita foi conquistando, pouco a pouco, simpatia e admiração. No ano de sua formatura, em 1887, recebeu da tradicional instituição de ensino baiana admiração e honrarias. 


Rita Lobato Velho Lopes foi médica, política e militante feminista. Especializou-se em Obstetrícia, influenciada pela experiência dolorosa que marcou sua vida: a morte da mãe durante o parto do irmão caçula, e recebeu o título de segunda médica com maior êxito acadêmico na área em todo o continente sulamericano. 

Quer saber mais sobre a especialidade em que atuou essa mulher notável? Então, conheça o que é a Obstetrícia. 


Afinal, quem foi a primeira médica brasileira?

Tanto Maria Augusta Generoso Estrela, a primeira mulher brasileira a se formar em Medicina em uma universidade no exterior, quanto Rita Lobato Velho Lopes, a primeira mulher a se graduar em Medicina em uma universidade brasileira, tiveram uma enorme importância no contexto educacional e dentro da própria Medicina no Brasil: ambas foram pioneiras e abriram caminhos para que outras mulheres pudessem se dedicar a essa profissão. 

E também por causa delas, hoje em dia, a Medicina conta cada vez mais, com a presença de mulheres atuantes nas mais diferentes especialidades. 


Crédito ao Portal: Caminho da Medicina

Postado por: Elizangela Trindade


 


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