Mato Grosso: História, memória e arte é tema de nova exposição

Mato Grosso: História, Memória e Arte é a nova exposição que será aberta nesta quinta-feira (02), às 14h30, na Galeria Lava Pés, sede da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). A mostra fica em cartaz até o dia 26 de agosto, com entrada gratuita e reúne obras do arquiteto e artista plástico Moacyr de Freitas e do artista Humberto Espíndola. O foco das obras é o estado de Mato Grosso em períodos distintos da história, da época da província à divisão geográfica e política no ano de 1977.
A exposição também presta uma homenagem a duas personalidades mato-grossenses de importância nacional - Marechal Candido Mariano da Silva Rondon, desbravador, humanista, indigenista, cientista e pai da comunicação e Dom Aquino Corrêa, príncipe das letras, que estabeleceu um diálogo constante entre a literatura, a história e a cultura local.
É ainda uma oportunidade única de conhecer, pela primeira vez, a coleção completa das obras produzidas por Moacyr de Freitas, composta por 60 telas pintadas em acrílico, acompanhadas por textos do historiador Paulo Pitaluga. A série apresenta um recorte dos períodos colonial e provincial de Mato Grosso. Segundo Pitaluga, “as minúcias, que para muitos poderiam passar despercebidas, formam um conjunto real transmitindo autenticidade aos fatos históricos retratados”.
Aos 89 anos o arquiteto Moacyr de Freitas é um amante da história e da cultura regionais e contribuiu, de maneira ímpar, com o acervo pictórico do estado ao deixar registradas, em suas telas, cenas dos períodos provincial e colonial de Mato Grosso, uma iniciativa inédita que tomou depois que passou a fazer parte do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT).
“Tive como base profundos estudos e pesquisa para ser fiel aos fatos e manter as características daqueles períodos. Mato Grosso é o único estado que tem isso registrado em imagens e não apenas nos livros de história”, observou. “A própria história do Brasil não tem tantas imagens, apenas algumas feitas pelos primeiros pintores de reconhecimento nacional”, acrescentou Moacyr.
Por estar em ordem cronológica, a exposição conta a história do estado de maneira gradativa e por isso é uma importante fonte de informação para o público em geral, especialmente historiadores e estudantes. Moacyr lamenta não ter conseguido finalizar a série com outras 30 telas sobre o período republicano, mas espera que algum outro artista se inspire e dê continuidade ao seu trabalho.
A divisão geográfica e política de Mato Grosso, ocorrida em 1977, está representada nas telas do artista plástico sul mato-grossense Humberto Espíndola. Compõem a exposição obras pertencentes às séries Bovinocultura, Mapas, Rosa Boi, Nelore e Abstração Rural, além de reproduções das obras da Divisão de Mato Grosso.
Segundo Maria Adélia Menegazzo, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que assina o texto de apresentação, o artista traduziu e sintetizou plasticamente a história da divisão do Estado. “Enquanto narrador privilegiado, um campo-grandense que se encontrava em Cuiabá quando da divisão, Humberto Espíndola oferece um verdadeiro roteiro estético-histórico do fato, através da pintura, desafiando seus limites, reforçando a autonomia da linguagem artística e humanizando o sentimento popular”.
A mostra Mato Grosso: História, Memória e Arte pode ser visitada na sede da SEC, na avenida José Monteiro de Figueiredo (antiga Lava Pés), 510, bairro Duque de Caxias, e está aberta de segunda a sexta, das 8h às 18h, com entrada gratuita.
Por: Angélica Moraes




































































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