Prefeito de Itanhangá faz avaliação de sua administração
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O prefeito de Itanhangá João Antônio Vieira durante andamento de seu mandato, 2012/2016, precisou encarar inúmeros desafios e problemas provocados por administrações anteriores que acabaram causando empecilhos para a realização de projetos, obras e ações públicas. Contudo, mesmo diante dos obstáculos, conseguiu regularizar obras pendentes do ano de 2006, 2007, e 2008 quando o município teve como gestores Valdir Campagnolo e posteriormente Vanderlei Proenço Ribeiro. O atual prefeito esclareceu a condição da administração pública quando assumiu o cargo, enumerando as consequências geradas por irregularidades, as dificuldades enfrentadas para colocar certidão negativa em dia, os avanços conquistados e as perdas de recursos públicos que poderiam ter sido utilizados para o progresso da cidade se não houvesse tantos problemas de outras administrações.
“Quando assumimos a prefeitura, havia dezessete obras com problemas, conseguimos regularizar treze, mas, as outras quatro ainda não arrumamos porque por enquanto não têm como. E mesmo diante das dificuldades, construímos um ginásio de esportes com financiamento, realizamos reforma geral em todas as escolas e melhoramos o transporte escolar, pois no começo tinha apenas dois ônibus funcionando e agora temos treze”.
João Antônio destacou as quatro obras que não conseguiu legitimar e que ficará para o próximo prefeito dar continuidade. A primeira está relacionada às casas populares e a entrega de títulos, outra da não conclusão do trabalho de cascalhamento de 49 km que resultou na cobrança da devolução do dinheiro, a terceira foi à falta de prestação de contas de uma festa do rodeio no ano de 2011, e por fim a regularização e reflorestamento do Córrego Cristal.
“A primeira obra que estamos com dificuldade de acerto seria aquelas casas populares, não conseguimos regularizar porque a justiça cobra muito, queria que colocasse cem famílias fora das casas, e nem admiti porque como nós não temos ninguém sem teto aqui, vamos criar mais cem porque? Nós fizemos um acordo com o juiz, trabalhamos para regularizar mas se chega a conclusão que a Caixa Econômica cria dificuldade também porque só aceita entregar um título de casa popular para pessoas cadastradas no ano de 2006 e isso não existe mais”.
“A segunda obra com problema foi uma verba conseguida do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para cascalhamento de aproximadamente 49 km de estradas no perímetro rural, onde fizeram apenas 35 e o restante ficou sem fazer. Procuramos acertar essa questão, mas eles não admitem por causa do tempo que saiu fora do prazo, então querem a devolução do dinheiro, e isso está gerando um problema sério e é uma pendência do ex-prefeito, Vanderlei Proenço”.
“A terceira obra é referente ao valor de R$ 120.000 (cento e vinte mil reais) que foi apanhado e usado para fazer uma Festa do Rodeio na cidade, no ano de 2011, nunca foi prestado conta para a secretaria de cultura, então, o município está incapaz de adquirir algum recurso para realizar festa”.
“A última é a necessidade de fazer novamente o reflorestamento do Córrego Cristal em partes e regularização, colocar em dia o trabalho desse rio. Também foi adquirido um recurso para capacitar pessoas e criar uma secretaria de meio ambiente na cidade, onde não foi cumprido na administração do prefeito Vanderlei Proenço Ribeiro. Infelizmente esses são os problemas que estão trancando nosso município por falta de alguma negativa”.
Por causa de obras pendentes, o desenvolvimento de Itanhangá foi prejudicado com perda de projetos, convênios e recebimento de recursos públicos para melhorar infraestrutura, educação, saúde, esporte e lazer. Segundo informações do administrador foram aproximadamente 10 projetos perdidos, envolvendo construção de escolas, calçadão, centro de regulação, centro de vacinas, entre outros.
“Perdemos vários projetos, um deles era complementação do asfaltamento da Rua Geraldo Riva, sendo que até foi retirado o dinheiro da conta depois de assinado. Também perdemos seis mil metros de calçada dentro do município, um calçadão na rua que liga Rio Grande do Sul a Geraldo Riva. Além disso, deixamos de ganhar um ginásio, uma escola de doze salas e outros dois colégios de seis salas, um era para Simione e outro para Itanhangá, sendo para capacitação profissionalizante. Já na área da saúde pública não conseguimos um centro de regulação e de vacinas. Houve um projeto da Av. Rio Borges 1.500m de MT-242 e as perimetrais, 800m cada, enfim, um desastre para nossa cidade. Contudo conseguimos nos organizar, sem dar muita explicação porque não tem como esclarecer para 7.000 a 8.000 pessoas, concluímos o mandato com as contas da nossa administração em dia, se tem isso se deve as administrações antigas. Agora estamos de cabeça erguida, encerrando a gestão com dinheiro em caixa e de bem com as pessoas que ganharam, acredito que cumprimos tudo que era de nossa obrigação”.
Na ocasião o prefeito destacou avanços conquistados na área da educação, como melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, melhoria do transporte escolar e reformas feitas nas escolas. Acredita ter finalizado a gestão positivamente, pois em nenhum momento os profissionais da educação aderiram à greve.
“Com relação ao transporte escolar, quando nós assumimos aqui tinha dezesseis linhas, catorze eram terceirizadas, agora nós temos apenas três linhas terceirizadas, e treze ônibus, então penso que o avanço no transporte escolar foi grande. Não conseguimos melhorar muito as escolas, mas reformamos todas, terminamos os trabalhos em Simione e cumprimos perfeitamente o que era nosso intento. Conseguimos mantê-la, com todas nossas contas julgadas pelo Tribunal de Contas. Em 2012 nosso Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) era de 5.6, a projeção para 2021 era atingir 6.0, sendo que em 2015 já havíamos conseguido 6.1, quer dizer, houve melhoria”.
Conseguiu melhorar o maquinário adquirindo uma patrola Caterpillar, um caminhão traçado e um novo caminhão para fazer a coleta do lixo urbano, que até então era uma reclamação popular. A ponte do Rio Cascável e a do Rio São Miguel também foram consertadas.
“No começo tinha três patrolas, ou seja, estava muito bem de máquina, só a qualidade que não era o essencial, porque são máquinas importadas de fábricas chinesas, então colocamos uma patrola Caterpillar, marca bastante conhecida, adquirimos mais um caminhão traçado e colocamos um caminhão de lixo, pois antes era usado um caminhão velho. Em relação às estradas, atualmente temos uma dificuldade grande porque existem 650 km estrada municipal, sendo impossível dar assistência a todas, e ainda temos 100 km de estrada estadual para cuidar. As pontes que apresentavam problemas estão reparadas, a do Rio Cascável e a do Rio São Miguel, localizado na saída para Simione, entretanto, nem concluímos 100% porque falta uma, a qual já deveria estar terminada se não fosse falta de responsabilidade de algumas pessoas que andaram fazendo denúncias de que a ponte era ilegal, então tem uma ponte parada, temos o projeto pronto, dinheiro na conta sem poder construir por falta de decisão da Promotoria Pública”.
Em sua gestão o prefeito destacou que houve também avanços na área da saúde pública com a construção de novo PSF, aquisição de carros e ambulâncias.
“Na saúde pública foi um desafio grande que precisamos enfrentar, quando iniciei a administração não existia um sistema de informação de saúde (SIS) apenas um processo de meia dúzia de páginas. Conseguimos montar um SIS, trabalhamos durante 3 anos num prédio alugado, mantemos dois médicos, construímos um novo PSF, transformamos um PS em PSF, dispomos de uma assistência razoável, enfim mantemos o sistema de saúde pública funcionando. Tivemos no ano de 2015 um reparo grande, o Tribunal de Contas quis achar que a saúde do nosso município havia piorado, mas não é nada disso, a questão é que não tínhamos notificado nenhum caso de hanseníase e descobrimos uma “família inteira”, quer dizer cresceu muito rápido. Outra questão, as pessoas que trabalham no departamento de saúde, onde faz alimentação de programa devia ter comunicado, feito justificativa sobre o nascimento de crianças que não é feito no nosso município, elas nascem principalmente na cidade de Sorriso ou Tapurah, mas quando morre a criança, surge alguma fatalidade aí é do nosso município, então a mortalidade infantil aqui é muito grande, porque não nascem crianças aqui, então existe esse diferencial, essa interpretação do Tribunal que chamou nossa atenção, e com essas duas situações, a da hanseníase que não tinha e repentinamente apareceram, 30,40 casos, então causou uma polêmica. Mas, conseguimos comprar dois carros, usados para fazer trabalho de prevenção e conseguimos colocar em um PSF um carro de emergência para atender nossa cidade, então temos três carros novos e duas ambulâncias que vamos receber”.
Outra ação pública que foi tomada em seu governo foi o início da regularização fundiária dentro do perímetro urbano que era aguardada pelos munícipes desde 2003. De acordo com o prefeito a situação tem caminhado lentamente, mas já são em torno de 350 títulos entregues.
“A entrega dos títulos demorou a acontecer porque sabemos ser uma situação inédita do estado fazer isso, nosso estado não está regularizando terras, principalmente na área urbana, quando se trata ainda de terra do INCRA. Mas, conseguimos iniciar, agora está caminhando muito bem, sem nenhuma restrição, já entregamos mais de 300 títulos, mas temos mais de 1.000 títulos prontos para entregar. Até o momento regularizamos uma parte de 186 hectares, que é a área do lote 424, agora abrimos uma conta, um fundo e estamos arrecadando dinheiro através desses títulos entregues para colocar em funcionamento no ano que vem a parte de baixo.” esclareceu.
Por: Elizandra Trindade




































































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