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Delação de Silval demonstra laços familiares entre os citados; laços inclui 4 casais, pais, filhos e

Jacques Gosch
30 de dez. de 2017
3 min de leitura

A delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há um mês, deixa evidente laços familiares entre pessoas que supostamente participaram dos pelo menos 57 eventos de corrupção relatados pelo peemedebista. Na lista dos delatados aparecem quatro casais, duas duplas de pai, filhos e diversos irmãos.

O casal José Riva e Janete Riva chama atenção pelo fato do marido ser apontado como um dos chefes da organização criminosa delatada por Silval Barbosa. A esposa aparece como beneficiária de propinas e até desvio de óleo diesel do Estado, principalmente quando concorreu ao Governo do Estado pelo PSD em 2014.

O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) teria, por exemplo, recebido propina para levar o PMDB e apoiar Mauro Mendes (ex-PR, hoje PSB) na disputa pela prefeitura de Cuiabá em 2008 e dinheiro ilícito para campanha. Sua esposa Teté Bezerra (PMDB), que hoje ocupa cargo de confiança no Ministério do Turismo e que foi secretária de Turismo na gestão de Silval, é acusada de receber o mensalinho supostamente pago para comprar apoio político na Assembleia Legislativa.

O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) foi acusado por Silval de exigir propina para não incriminá-lo na CPI das obras da Copa que presidiu. Sua esposa Luciane Bezerra (PSB), atual prefeita de Juara, chegou a ser filmada recebendo dinheiro do suposto mensalinho que era repassado aos parlamentares.

Conforme Silval, o ex-governador Dante de Oliveira (in memorian) teria começado a pagar o mensalinho aos deputados estaduais ainda em 1999. A esposa Thelma de Oliveira (PSDB), atual prefeita de Chapada dos Guimarães, foi acusada de cobrar propina de R$ 1 milhão para agilizar liberação de emenda parlamentar, apresentada no período que era deputada federal para investimento no sistema de captação de água no município.

Pais e Filhos

O deputado federal Fábio Garcia (PSB) é citado por Silval pela suposta participação em esquemas para desviar óleo diesel doado ao Estado, fato que teria ocorrido antes do ingresso na vida pública. Seu pai, o empresário Rogério Garcia, teria recebido pagamento de dívida com dinheiro de propina.

A delação de Silval ainda cita o diretor de Infraestrutura do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Antônio Garcia, sobrinho de Robério e, portanto, primo de Fabio. O servidor teria recebido propina de construtora em nome do senador Wellington Fagundes (PR).

O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ari Leite (in memorian), foi apontado por Silval como participante de negociatas no âmbito do órgão de controle. Seu filho, atual conselheiro Domingos Neto, aparece na delação como um dos beneficiários do mensalinho da Assembleia Legislativa no período em que foi deputado estadual e usava o nome de Campos Neto.

Irmãos

Entre os irmãos citados na delação de Silval Barbosa, Wesley e Joesley Batista dispensam apresentação. A dupla, que pagou propina para beneficiar seus negócios em Mato Grosso (MT), abalou o cenário político nacional com revelações de crimes que envolvem até mesmo o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB).

O ex-deputado estadual Luiz Marinho (PTB) também foi filmado a mando de Silval Barbosa deputados estaduais recebendo propina, mensalinhos. Seus irmãos, o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (PSB) e o empresário Rômulo Botelho, foram acusados de pagar propina e fazer negociatas com o ex-governador.

Também chama atenção a participação do ex-deputado estadual Airton Português (PSD) e sua irmã Vanice Marques, ex-secretária estadual de Turismo. A dupla foi filmada recebendo o mensalinho no Palácio Paiaguás, sendo que a mulher guardava maços de dinheiro na bolsa.

Outras três duplas de irmãos também foram citados por Silval Barbosa. São eles: Valdir Piran e Valcir Piran, o Kuki (in memorian); o secretário estadual de desenvolvimento econômico, Carlos Avalone (PSDB), o empresário Marcelo Avalon, o líder do governo na Assembleia Legislativa Dilmar Dal´ Bosco (DEM) e o ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco (PSDB). As acusações incluem operações financeiras ilegais, recebimento de propina e vendas de apoio politico ao ex-governador do Estado de Mato Grosso Silval Barbosa.

Por: Jacques Gosch

 
 
 

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