O Silêncio é de Ouro
- Jackeline Pontes
- 10 de jan. de 2018
- 2 min de leitura

Chega de impunidade! Vivemos um tempo em que todos acham que podem injuriar, caluniar e difamar com a certeza de que não haverá consequências. Em que as pessoas, blindadas por um cargo público, em sua maioria oriundos de indicações políticas, acham que mandam e desmandam ao seu bel prazer. Tempo em que como diziam os antigos “falamos mais que a boca”, e impensadamente. É necessário pensar para falar, é necessário apurar fatos antes de apontar o dedo, é necessário respeito.
É inadmissível, ao meu ver, invadir um espaço público e sob o escudo de um pseudo poder, usar de uma verborragia infundada para atacar a todos feito uma metralhadora. Há de se fazer parar. Não é possível que ainda somos aqueles vassalos comandados pelos jagunços da modernidade travestidos de “chefes”. Lembremos da lei de ação e reação.
Porém a quem acusa cabe o ônus da prova, via de regra. E certamente quem é acusado injustamente sente-se invadido, desrespeitado, desvalorizado. Nessas horas é que podemos mensurar a importância que temos no ambiente de trabalho. Entendemos perfeitamente que ainda vale à pena fazer o certo, empenhar-se para realizar a nossa função da maneira mais eficiente e eficaz possível, mesmo se as condições não são favoráveis.
Fico observando o comportamento das pessoas, e tenho que admitir que vejo inúmeras demonstrações de bom sendo e sapiência, o que não me deixa perder a esperança de dias melhores, e lutar sempre pelo que é correto. Talvez seja o meu utopismo exacerbado gritando para a minha consciência que fazer bem feito é a minha obrigação. E essa mesma consciência não me deixa calar diante de fatos e a defender com unhas e dentes o que acho correto.
Reparem e reflitam sobre o quanto os nossos atos impensados podem nos prejudicar, e sobre as consequências deles. Quando se é funcionário público, por exemplo, o crime de desacato descrito no artigo 331 do código Penal pode levar a uma sindicância e até a um processo administrativo. Um ato impensado, uma palavra mal colocada, uma acusação sem fundamento pode desencadear uma avalanche de consequências. Por isso que é aconselhável policiar-se.
Falando em processo administrativo, é pertinente lembrar que este não deve ser compreendido como instrumento de punição, mas sim de esclarecimento da verdade sobre os fatos, porém, por vezes é a medida mais justa e coerente a ser tomada. Pelo princípio constitucional da impessoalidade, para um comportamento inadequado é importante que os gestores adotem um procedimento administrativo. É importante precisar a verdade dos fatos, assim como é importante valorizar aqueles que no exercício de sua função dedicam-se ao máximo e o fazem com amor e competência. A inversão de valores traz o caos e a instabilidade.
Policiemo-nos. A palavra é de prata e o silêncio é de ouro. E mais uma vez recorro aos mais antigos para resumir minha indignação: “se a boca fala sem pensar o corpo pega”. Ainda vale a pena sermos corretos, dedicados e exercermos a nossa profissão com amor. O agradecimento de alguém que necessitou dos nossos serviços deve sempre ser mais importante que palavras infundadas de quem não é conhecedor de nossa rotina de trabalho e conduta.
Por: Jackeline Pontes






































































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