top of page

Seis policiais civis suspeitos de ajudar o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São José dos Campos

  • Luis Adorno
  • 30 de jan. de 2018
  • 3 min de leitura

Dos 30 policiais civis que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo nesta quarta-feira (29/01), por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), seis nem foram capturados e permanecem foragidos de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Vinte e quatro (24) policiais civis foram presos, sendo que parte foi capturada e outra parte se entregou. Foram levados para a Corregedoria da Polícia Civil, que fica no centro da capital paulista.

A pasta afirmou que a Polícia Civil “não compactua com desvios de conduta e todos os fatos serão devidamente apurados”.

Segundo a decisão judicial, os 30 policiais, que trabalham em São José dos Campos, a 106 km de São Paulo, além de uma advogada, um ex-policial civil (que foi demitido) e quatro traficantes, colaboravam com a manutenção do tráfico de drogas na cidade e eram acusados de extorquir e, até mesmo, sequestrar criminosos.

A Secretaria da Segurança Pública nem soube informar se a advogada, o ex-policial e os traficantes também estão presos.

As acusações, feitas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que é um órgão do Ministério Público (MP), apontam que os envolvidos tinham desde “amizades” com os traficantes locais até sociedade em empresas.

Os policiais envolvidos no caso atuam nas delegacias do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), 3º DP (Distrito Policial), 7º DP, Dise (investigações sobre drogas) e DIG (investigações gerais).

A reportagem tentou entrar em contato com a defesa dos policiais através da Secretaria de Segurança Pública e de cada delegacia envolvida na investigação, mas nem obteve respostas.

A investigação teve começo no segundo semestre do ano passado, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) começou a investigar a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em um bairro da zona sul de São José dos Campos. Após a prisão de traficantes da área, a investigação passou a ter elementos de que policiais estavam ajudando os criminosos.

A apuração da Promotoria descobriu que Lúcio Monteiro Cavalcante, que seria chefe da facção criminosa na região, determinaria o pagamento de propinas a policiais. Ele foi morto por policiais militares durante confronto em março de 2017.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apontou que as unidades policiais de São José dos Campos eram contempladas com a distribuição de valores pagos por Cavalcante da seguinte maneira:

1) Garra: teria sido mencionado em manuscritos apreendidos com traficantes como sendo a unidade que recebeu R$ 45 mil da facção criminosa;

2) 3ª DP: evidências apontam que policiais da unidade teriam recebido R$ 60 mil;

3) 7ª DP: Também em manuscritos apreendidos com traficantes, a delegacia aparece como destino de R$ 2,8 mil em propinas;

4) Dig: policiais da delegacia teriam recebido R$ 96 mil;

5) Dise: identificada como “Casa Grande” (em razão de sua importância no recebimento de propinas), teria sido mencionada nos manuscritos apreendidos com traficantes como a delegacia que recebeu ao menos R$ 70 mil, além de supostamente receber R$ 2 mil a cada dia 15.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a Corregedoria da Polícia Civil vai instaurar procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta dos policiais civis.

“Assim que os respectivos mandatos forem cumpridos, os policiais serão encaminhados ao Presídio da Polícia Civil”, informou a secretaria.

Por: Luis Adorno

Comentários


MDIACO~1_edited.png
MDIADI~1.PNG
CAPA COM CONTRACAPA DO 2º Livro da Série Mestres e Guardiões de Si.png
Logo Site Projetar e Construir.jpg
LOGO FINANÇAS E CONTABILIDADE.jpg
LOGO SAÚDE EM FOCO.jpg
Logo_AgroNegócio_&_Veterinária_Miniatura
Logo Moda & Tecnologia Miniatura.png
Logo Educação Política miniatura.jpg

Integração Ativa, no Guia Digital da Cidade:

MÍDIA DA CASTERLEITE ATUALIZADA_edited.jpg
MIDIA JORNAL A FOLHA DO VALE DISK PRÁTIC
Mandala%20do%20L%C3%ADrio_edited.jpg
Mídia de Divulgação do Projeto Social Literário PRONAC 2316326.jpg

ELIZANGELA TRINDADE FOLHA PUBLICIDADE                              E-mail: afolhadovale@hotmail.com             

CNPJ/PIX: 32.744.303/0001-05                                                        Contato: (66) 98421-4870  (66) 98427-2182

bottom of page