Saiba como surgiu e cresceu a facção Guardiões do Estado (GDE)
- A Folha do Vale - Jornal e Site
- 31 de jan. de 2018
- 2 min de leitura

Em um cenário de pobreza e falta de oportunidades, nasceu uma das facções criminosas existentes no Ceará.
O Conjunto Palmeiras tem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo de Fortaleza (CE). Metade dos moradores tem até 24 anos. Jovens que procuram oportunidades para uma vida melhor, algo nada fácil.
Os moradores do Conjunto Palmeiras têm uma renda média 15 vezes menor do que um morador do Meireles, do outro lado da capital, área nobre da cidade.
Foi nesse cenário de pobreza e falta de oportunidade que nasceu uma das facções do Ceará que já está disseminada em pelos 10 bairros. Se originou de uma torcida de futebol. O envolvimento com o tráfico de drogas foi a alternativa encontrada para financiar o grupo, que acabou virando uma gangue de bairro até se transformar na organização criminosa Guardiões do Estado (GDE).
O grupo é identificado também por três números: 745, que correspondem à posição de cada letra no alfabeto. Depois do tráfico de drogas, segundo apurou o programa Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT, a Guardiões do Estado (GDE) começou a ampliar atividades comerciais como forma de não chamar a atenção dos órgãos de segurança e terem acesso à dinheiro lavado.
Segundo fontes policiais, a Guardiões do Estado (GDE) escolheu bairros pobres para ampliar a atuação comercial, onde os serviços públicos e privados são deficitários. Pequenos mercadinhos bancados pela organização passaram a atender às comunidades, assim como o fornecimento de materiais de construção em invasões de terreno. Em contrapartida, comerciantes pagam pela segurança privada. Em parte dessas áreas, a facção também investiu em transporte clandestino e instalação de câmeras de segurança.
A Guardiões do Estado (GDE) é apontada como responsável pela chacina das Cajazeiras, que chamou atenção pela brutalidade. Além das ruas, a Guardiões do Estado (GDE) ganhou força nos presídios. Na divisão dos presos por facções, na Grande Fortaleza, a organização ocupa hoje a CPPL II em Itaitinga.
Fonte: TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro





































































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