Juína: Capitão da Polícia Militar esclarece duvidas sobre desapropriação em Filadélfia
- A Folha do Vale - Jornal e Site
- 6 de fev. de 2018
- 3 min de leitura
Meu nome é Alexandre Fontes Teixeira. Sou Capitão da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso e venho servindo e protegendo a população mato-grossense pelos últimos 13 anos. Recebi recentemente árdua atribuição de cumprir o mandado judicial de Reintegração de Posse da Fazenda Esmeralda, localizado no distrito de Filadélfia, município de Juína - MT. Desta forma aqui estou, acompanhado de um grupo de valorosos policiais militares, realizando uma missão, por dever de ofício, que não me proporciona prazer algum. Apesar de se tratar de pessoas que invadiram uma propriedade particular, ou compraram os lotes de invasores, não sou sádico a ponto de me sentir bem ao retirar uma família daquele local que até então era o seu lar. Porém não cabe a mim questionar a decisão judicial. Em decorrência desta atividade tenho visto meu nome ser envolvido em diversas denúncias caluniosas de supostos abusos, torturas, entre outras condutas criminosas. O vereador municipal de Juína, Carlito do PT (Aquele partido cheio de gente boa), por exemplo, veio até o distrito e utilizando a situação como “palanque” pediu a voz em uma reunião realizada no distrito, para solicitar que a polícia tivesse paciência e não cometesse abusos contra os posseiros (Obrigado pela dica Carlito. Vou anotar aqui), como se fosse corriqueiro a polícia realizar abusos em operações desta natureza. Não satisfeito ele ainda deixou um “textão” bem informativo e bem redigido por sinal, no qual induz o leitor a acreditar que está havendo um contato próximo e promíscuo da parte autora da ação com os policiais e oficiais de justiça. Deixo registrado aqui que sequer conheço o proprietário da área. Parabéns Carlito, isto possivelmente vai te render alguns votos. Também vi ontem uma reportagem na qual um dos posseiros nos acusa de truculência e tortura psicológica. Inicialmente gostaria de solicitar aqui aos amigos da imprensa que não sejam parciais ouvindo apenas um dos lados da situação. Estamos aqui, conversem conosco também. Destaco que estamos no quinto dia de cumprimento do mandado e até o momento poucos lotes foram efetivamente desocupados. Mas por qual motivo isto está ocorrendo? Justamente por estarmos procurando entender a situação de cada um dos posseiros e por estarmos fornecendo a eles o tempo necessário para que removam seu gado, seus objetos e desocupem a área da forma menos traumática possível. Se fosse para “arrancar o pessoal na botina”, igual andam falando por aí, a operação já tinha sido encerrada. Este mesmo denunciante da matéria veiculada também já nos acusou aqui de estamos proibindo os posseiros de se reunirem. Como, se nós até fomos convidados e participamos de uma dessas reuniões? Nos acusam de estarmos obstruindo a circulação dos ônibus escolares e assim impedindo as aulas. Qual seria a vantagem disso para nossa operação? Alega ainda que, apesar de não termos agredido ninguém, somente nossa presença já traumatiza os posseiros. Vou conversar no quartel para mandarem um comandante mais bonito para a próxima. Quem sabe assim o povo não fica traumatizado. Carlito. Fica de olho nesse cara. Se ele concorrer à eleição vai tomar muito voto seu por aqui. Enfim. Eu percorri um longo caminho para chegar até aqui, para agora ver essas pessoas tentando jogar meu nome na lama, de forma a prejudicar minha imagem e da instituição policial militar e tornar questionável a legitimidade da ação. Peço aos senhores e senhoras que tenham senso crítico e não se deixem influenciar por discursos políticos e opiniões carregadas de emoção, porém com pouca razão. Um forte abraço a todos.
Por: Alexandre Fontes Teixeira - Capitão da Policia Militar de Mato Grosso





































































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