Apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), foragido que levava vida de luxo é morto p
- Carlos Medeiros
- 11 de fev. de 2018
- 3 min de leitura

Na casa de um dos laranjas de Erik da Silva Ferraz, a Polícia Federal (PF) diz ter encontrado US$ 500 mil.
Uma operação da Polícia Federal (PF) e Polícia Militar (PM), na manha de quinta-feira (07/12/2017), em Maceió, resultou na morte do foragido do sistema prisional de São Paulo, Erik da Silva Ferraz, 39, apontado por investigadores como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de São José dos Campos (SP).
O suspeito foi encontrado na mansão onde morava, em um condomínio de luxo em Maceió. Segundo a Polícia Federal (PF), ele foi morto após ter resistido ao cumprimento do mandado de prisão. Na casa de um dos laranjas dele, a Polícia Federal (PF) diz ter encontrado US$ 500 mil (R$ 1,64 milhões).
Baleado, Ferraz chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Geral do Estado, em Maceió, onde não resistiu aos ferimentos.
A operação Duas Faces foi coordenada pela Polícia Federal (PF). A corporação afirmou que Ferraz era um líder do comando nacional do Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido como “Erik do Vale”, uma referência ao Vale do Paraíba, região onde fica São José dos Campos.
Segundo a Polícia Federal (PF), Ferraz estava em Maceió para ter uma vida de luxo e praticar crime de lavagem de dinheiro obtido no crime.
Uma fonte envolvida diretamente nas investigações do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo (SP) informou ao uol que Ferraz manteve cargo de chefia na facção criminosa. “É possível afirmar que ele se manteve na alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos últimos anos. Entretanto, atualmente, estaria afastado de suas funções”, disse. A Polícia Federal (PF), porém, nem confirmou essa informação.
IDENTIDADE ALTERADA
Em Maceió, Ferraz usava identidade falsa e vivia como um empresário bem-sucedido e repleto de negócios, segundo a polícia.
Ele era responsável por empreendimentos conhecidos da capital alagoana, como uma boate em bairro de classe alta, uma pizzaria e uma academia – todos foram alvo da operação.
Além dos empreendimentos usados para lavar dinheiro obtido em assaltos e prática de homicídios, Ferraz tinha carros de luxo e levava uma vida de ostentação em Maceió, onde adotou o nome de Bruno Augusto. A Polícia Federal (PF) encontrou também joias na casa dele.
Ao todo foram cumpridos nove mandatos de busca e apreensão, cinco de prisão e três de condução coercitiva. O nome dos demais envolvidos nem foram revelados.
Sobre o dinheiro encontrado, a Polícia Federal (PF) informou que “pela forma de acondicionamento indica ter origem no exterior, talvez em contas existentes em paraíso fiscal. A Polícia Federal (PF) deverá rastrear a origem do numerário”.
CONHECIDO DA POLÍCIA
Ferraz é o nome conhecido do crime em São Paulo (SP), especialmente em São José dos Campos. Em 2001, ele foi apontado pela polícia como o chefe de uma quadrilha que praticou o sequestro de uma mulher chamada Alzira Bicudo.
À época Ferraz também foi apontado como um dos líderes de grandes assaltos, como ao avião da TAM no aeroporto de São José dos Campos, em 1996. O dinheiro R$ 6 milhões – teria sido utilizado para a criação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
No final de 2014, ele foi incluso pela polícia paulista na lista de foragidos mais perigosos da região metropolitana de São José dos Campos – era condenado por homicídio e era foragido do sistema prisional. O uol nem conseguiu saber a data da fuga, nem o presídio em que ele estava.
Ferraz era filho de João Aparecido Ferraz Neto, conhecido como “João Cabeludo”, condenado a 500 anos de prisão, estava foragido e foi preso na Bolívia e extraditado em julho. Cabeludo era um dos líderes de distribuição de drogas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de São José dos Campos.
Por: Carlos Medeiros, colaboração para o uol, em Maceió






































































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