• Maurilio Trindade Aun

Pavimentação da BR 174 entre Castanheira e Colniza Travada por Politicagem ou incompetência


Vereadores do noroeste do estado se reunirão

no dia 17, em Juruena, para tratar sobre a BR 174.


Para muitos, a pavimentação da BR 174, entre Castanheira e Colniza, está travada por politicagem, para iniciarem as obras mais perto da eleição, ou por incompetência mesmo.


Por outro lado, soa estranho o governador, Pedro Taques se colocar à disposição, para intermediar a questão junto ao Ministério Público Federal, somente dois anos após começo de seu mandato, no sentido de desburocratizar o processo, sendo esta posição adotada pelo governador, em reunião com prefeitos e vereadores da região, no dia 23 de fevereiro, os quais estão cobrando de forma mais incisiva o início do trabalho de pavimentação.


Outro motivo da estranheza, da "disposição do governo", advém do fato de que no início do ‘governo Taques’ já tinha licitação para a referida pavimentação, a qual foi suspensa pela atual administração.


Por outro lado, surgiu durante essa demora de 02 anos, a justificativa de que o Ministério Público Federal (MPF) é o culpado pelas interrupções do processo de pavimentação da referida BR, pois dizem ter uma ação por conta da ‘estrada’ cruzar reservas indígenas e que por isso precisa de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permita que os trabalhos de pavimentação sejam iniciados, visto que o estudo sobre os impactos ambientais e impactos nas reservas indígenas podem demorar aproximadamente dois anos para serem concluídos, e que para início das obras precisa que um TAC proposto pelo estado seja aceito pelo MPF, para que os trabalhos de pavimentação possam se iniciar.


Por outro lado, tem situações difíceis de entendermos, uma dessas é a demora da liberação dos licenciamentos ambientais necessários para a pavimentação da BR 174, se esse for o fato verídico, pela estrada cruzar reservas indígenas.

Os moradores da região do Vale do Juruena, várias vezes foram prejudicados por movimentos indígenas que trancaram a MT 170 na altura do Rio Juruena, exigindo remédios, estradas e diversos atendimentos para atender melhor os mesmos na reserva indígena e ainda cobrando valores altos para as pessoas poderem passarem, e desta forma os indígenas buscaram terem dinheiro para as suas necessidades. Por outro lado, é natural índios possuírem camionetes, aparelhos de comunicação, barcos a motor, e outros equipamentos desenvolvidos através da tecnologia, ou seja, os indígenas querem e cobram acesso ao uso de tecnologias e exigem estradas melhores dentro das reservas, logo é de estranhar que o travamento da pavimentação da BR 174 seja por cruzar reservas indígenas, quando na realidade beneficiaria a todos, sem dizer que o referido trajeto é utilizado há mais de 35 anos pelos indígenas e população da região.

Claro que o “tal desenvolvimento” da tecnologia pode estar totalmente equivocado para alguns, ou para a saúde do planeta, ou mesmo para as reservas indígenas, mas então, muitos gostariam de ver essas pessoas “abrirem mão” da luz elétrica e seus benefícios, dos diversos aparelhos elétricos que usam, citando aqui rádio, televisão, telefone, celulares, internet e diversos aparelhos elétricos que deturpam o campo magnético das pessoas e planeta, bem como, acabarem com estradas, principalmente pavimentações asfálticas, carros, barcos movidos a motores, avião e seus congêneres, e voltarmos a fazer do Brasil uma verdadeira reserva indígena nos moldes de 517 anos atrás.


Todavia, boa parte dos povos indígenas exigem estradas, remédios, usam veículos, telefones, barcos movido a motor e diversas outras tecnologias, por isso, soa estranho os mesmos lutarem contra o desenvolvimento, quando os mesmos estão em busca de uma qualidade de vida diferente de apenas viver como há muitos anos. Por outro lado, os indígenas estão mais adaptados a vida do homem branco, do que o homem branco a vida indígena, pelos diversos equipamentos que utilizam de procedência do desenvolvimento da sociedade, e por outro lado, por diversos indígenas formados nas diversas universidades e nos mais diferenciados cursos, que vai de direito, medicina e diversos cursos de formação de professores, ou seja, os indígenas estão em busca de manter a sua cultura, mas se beneficiando das tecnologias. Todavia, os mesmos que defendem as reservas, nem querem abrir mão do desenvolvimento tecnológico e suas tecnologias e levar a vida numa reserva completamente isolados, mesmo porque, jamais observamos até hoje nem um movimento buscando acabar com as regalias das tecnologias e voltamos a vida selvagem de 517 anos atrás aqui no Brasil, assim como, nem vejo ninguém procurando fazer curso para índio ou pajé, e abrir mão da vida moderna, aliás, até os indígenas procuram "correr" em busca das tecnologias.


Devido a uma certa hipocrisia, hoje em torno de 8 municípios da região do noroeste do estado sofre no seu desenvolvimento numa qualidade de vida melhor, pois o fraco desenvolvimento da região, lhes dão uma internet de péssima qualidade, trânsito entre os municípios um caos, principalmente nos períodos de chuvas, perda da oportunidade de trabalharem melhor a matéria prima que produzem, simplesmente porque pessoas que desejam tudo de bom da sociedade moderna, usam o poder de forma hipócrita para dificultar os mesmos direitos aos seus irmãos que padecem na região. As pessoas dessa região do noroeste do estado possuem os mesmos direitos de terem estradas pavimentadas, condições de socorrer seus familiares em caso de doença para cidades que tem hospital com capacidade de socorrer, terem universidades instaladas na região, entre outras diversas demandas, mas que somente chegam com estradas de qualidade.


Na reunião no dia 23 de fevereiro com o governador do estado, Pedro Taques, estiveram presentes os prefeitos e vereadores dos municípios de Juruena, Cotriguaçu, Castanheira, Colniza, Aripuanã e Juína, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, o deputado federal Victório Galli, os deputados estaduais Oscar Bezerra e Pedro Satélite, sindicato rural da região, entre outras lideranças, vamos ver agora qual vai ser o encaminhamento dos vereadores da região que criaram um grupo de trabalho que se reunirá no próximo dia 17 para tratar do assunto.



Por: Maurilio Trindade Aun

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